Atual campeão francês, o Lille estreia na temporada 2021/22 da Ligue 1 neste domingo (8), fora de casa contra o Metz, e inicia campanha pela defesa do título nacional. A partida terá transmissão ao vivo e exclusivo do FOX Sports, a partir das 11h55, e o ESPN.com.br também fará o tempo real do jogo com vídeos.
Além de ter feito uma última temporada "mágica", dando fim a um jejum que já durava 10 anos no Campeonato Francês, os Dogues também começaram a nova campanha com o pé direito. Assim como na Ligue 1, deixaram mais uma vez o poderoso Paris Saint-Germain com o vice-campeonato na Supercopa da França e conquistaram o título inédito. Um dos responsáveis pela vitória por 1 a 0, em Tel Aviv, Israel, foi um brasileiro.
Revelado pelo Grêmio e há três anos na Europa, o goleiro Léo Jardim foi um dos melhores em campo. Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o jogador de 26 anos lembrou da noite inspirada que teve contra o PSG e também se mostrou animado para o início da Ligue 1.
Sobre o confronto contra os parisienses, o arqueiro lembrou que a possibilidade de jogar uma partida deste tamanho, por si só, já serviu de inspiração para que ele pudesse ter um bom desempenho em campo, fazendo defesas providenciais. Ele também falou sobre a preparação para o duelo.
"Para ser bem sincero, a inspiração vem naturalmente porque é um jogo que qualquer um que joga futebol quer jogar. Poder estar lá, ter esta oportunidade de jogar um jogo desta grandeza, disputar um título, por si só já serve como uma grande inspiração", começou por dizer.
"No pré-jogo, eu estava bem ansioso porque, querendo ou não, era o primeiro jogo oficial, eu tinha feito alguns amistosos, e o primeiro jogo oficial ser desta importância, valendo título, querendo ou não você acaba ficando nervoso, ansioso, mas sempre confiante de que teria as condições de fazer um bom trabalho e poder ajudar a equipe a conseguir o resultado e o título. Sempre com pensamento positivo e com a consciência de que eu estava preparado para estar ali e poder fazer um bom papel", prosseguiu.
Léo também elogiou bastante o time do PSG, que se reforçou bastante para a atual temporada, e na decisão da Supercopa contou com Hakimi e Wijnaldum em campo. Ele também elegeu o lateral marroquino, cuja contratação custou 60 milhões de euros (R$ 367 milhões na cotação atual) como o adversário mais complicado na partida.
"Apesar de não ter alguns jogadores, de faltarem alguns jogadores, o PSG sempre faz grandes investimentos e tem uma grande equipe. Na minha opinião, foi um jogo bem difícil, em que conseguimos muitas vezes anular qualquer possibilidade de perigo que eles pudessem oferecer para a gente. Um dos pontos fortes deles no jogo, e que eles usaram praticamente o jogo todo, foi a bola sempre no Hakimi. Ele é um lateral muito rápido, muito ofensivo, então acho que eles utilizaram bastante ele como uma solução", disse o goleiro, que também lembrou que a festa nos vestiários foi animada com o título.
"Foi uma festa muito grande porque foi a primeira vez que o Lille conquistou este título, é de grande importância para o clube, para nós jogadores também, poder ter o nome na história do clube desta forma. Com certeza significou muito para a gente e deu para comemorar bastante (risos)", finalizou.
Estreia na Ligue 1 e defesa do título
De volta após empréstimo ao Boavista, de Portugal, onde foi titular absoluto na equipe comandada pelo ex-técnico do Santos Jesualdo Ferreira, Léo Jardim ganhou uma nova chance na meta do Lille e está animado para a temporada. Segundo o goleiro, ele vem trabalhando duro para poder conseguir uma boa sequência na equipe francesa.
"Acredito muito em mim, no meu potencial, a gente sabe que no futebol às vezes as coisas não dependem só da gente, mas estou trabalhando muito para isso e vou continuar trabalhando da mesma forma para poder mostrar o meu valor e poder ter esta oportunidade de poder jogar um campeonato tão importante como a Ligue 1", disse o arqueiro, que lembrou que a experiência em Portugal, onde também atuou no Rio Ave, foi extremamente importante para a sua carreira.
"Com certeza o fato de ser a mesma língua facilita muito a adaptação do jogador e foi uma experiência muito importante para mim, foi um ano bem difícil no Boavista, em que a gente brigou contra o rebaixamento praticamente todo o campeonato, mas foi um ano em que eu, particularmente, pude aprender muito. Foi um ano de muito aprendizado e experiência que, quando acabou a temporada, eu pude olhar para trás e analisar que eu saí dali um homem diferente, mais maduro, porque foi um ano bem complicado, em que a gente teve esta preocupação do rebaixamento o ano todo, essa pressão, e com certeza isso me ajudou a amadurecer muito, a ganhar uma experiência que, se eu não estivesse jogando, tivesse ficado no banco do Lille, ou de qualquer outro clube, eu não teria esta experiência. Então com certeza foi muito importante para mim", prosseguiu.
Sobre a partida contra o Metz, o brasileiro disse que a semana de trabalho foi bastante positiva. Ele também colocou o Lille como o "time a ser batido" na Ligue 1, já que o clube é o atual campeão.
"Expectativa está grande, a semana de trabalho foi muito boa, tenho trabalhado bastante, me dedicado, me preparado para esta oportunidade. Expectativa muito boa, pensamento postivo para que a gente possa começar o campeonato com o pé direito", disse.
"Esta temporada o Lille vai ser o time a ser batido por ser o atual campeão. Com certeza não vai ser fácil, a gente tem visto que os times têm se reforçado bastante, então vai ter um longo trabalho pela frente. Eu vejo o nosso time em plenas condições de poder fazer novamente um bom trabalho, uma boa temporada, e com certeza brigar pelo título e pelas posições mais altas do campeonato", prosseguiu.
Por último, ele ainda falou sobre a última temporada, na qual não esteve presente, mas que desde que retornou conseguiu entender o por quê de o Lille ter sido campeão francês.
"Pelo que os jogadores me contam de como ocorreram as coisas na temporada passada, e deu para perceber um pouco agora também neste jogo da Supercopa, acho que o que fez a diferença e o que fez eles serem campeões, foi o companheirismo dos jogadores e a entrega e dedicação dentro de campo. Esse foi o grande detalhe que fez a diferença porque, apesar de ser um time que tem muitos talentos, individuais, coletivamente é um time muito forte. Teve vários jogos em que não sofreram gols, então é um time muito coeso, que desde o atacante até o zagueiro, todo mundo marca, joga junto e acho que este foi o grande destaque, o grande diferencial na temporada passada", finalizou.
