O Barcelona conta as horas para oficializar, de uma vez por todas, a permanência de Lionel Messi. E isso pode ser facilitado por causa de um acordo bilionário fechado por LaLiga, a organizadora do Campeonato Espanhol.
Executivos de LaLiga anunciaram nesta quarta-feira (4) uma injeção de 2,7 bilhões de euros (R$ 16,5 bilhões), que ajudará os clubes do país, não só os da primeira divisão, a lidar com os efeitos da pandemia de COVID-19.
O valor é referente à venda de parte de uma empresa de LaLiga à CVC Capital Partiners. Para ser oficial, o negócio deve ser aprovado em uma assembleia com representantes de todos os clubes da primeira divisão, que deve ocorrer nas próximas semanas.
Cerca de 90% dos R$ 16,5 bilhões irão diretamente aos clubes, de acordo com critérios a serem anunciados pela entidade, a fim de ajudar no fluxo de caixa. Especula-se, por exeplo, que Barcelona e Real Madrid receberão ao menos 250 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) cada.
É claro que haverá regras para investir esse dinheiro, que não poderá ser usado apenas para contratações. Segundo apuração da ESPN, 70% do dinheiro precisam ser relacionados a investimentos futuros, 15% serão usados para refinanciar dívidas atuais e outros 15% servirão para aumentar o orçamento atual.
É aí que entra a situação de Messi. Livre no mercado desde 30 de junho, o atacante ainda não teve o novo contrato registrado porque o Barça ainda precisa se ajustar às regras financeiras de LaLiga.
É por isso, também, que o clube sequer registrou Sergio Agüero, Memphis Depay, Eric Garcia e Emerson Royal, seus novos reforços.
Com a garantia de dinheiro no caixa, prejudicado pela pandemia há mais de uma temporada, o Barcelona pretende encerrar de vez a questão Messi e partir para os próximos passos do seu planejamento. O clube espera resolver isso até domingo (8), quando enfrenta a Juventus, pelo Troféu Joan Gamper.
