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Porto: operação que prendeu presidente do Benfica investiga comissão de R$ 58,5 milhões em ida de Éder Militão ao Real Madrid

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Zagueiro conseguiu belo chute e não deu chances para Weverton (0:11)

A transferência do brasileiro Éder Militão, realizada em 2019, do Porto para o Real Madrid virou alvo de investigações em Portugal. O ministério público português investiga um valor de 9,72 milhões de euros, cerca de 58,5 milhões de reais, que teria sido pago em comissões para agentes.

Segundo o jornal Público, dois agentes receberam a quantia: Bruno Macedo, um dos quatro portugueses detido na “Operação Cartão Vermelho”, que causou a demissão do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o brasileiro Giuliano Bertolucci.

Em agosto de 2018, o Porto comprou 90% dos direitos de Militão, que estava no São Paulo, por 8,5 milhões de euros (51 milhões de reais). E, em março de 2019, o Real Madrid adquiriu 100% dos direitos do zagueiro por 50 milhões de euros (301 milhões de reais), sendo que 38,16 milhões (229,9 milhões de reais) seriam destinados ao time português. Porém, 21% deste valor acabou indo para os intermediários, de acordo com a fonte do jornal.

Além disso, a primeira operação da compra, quando o Porto contratou o defensor, também está sob suspeita. Segundo a publicação, Pedro Pinho, um empresário ligado a Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do clube, teria entrado em cena.

A investigação teria partido de uma reclamação anônima, que explicava que parte das comissões das operações eram utilizadas para indenizar jogadores e árbitros.

Revelado pelo São Paulo, Militão brilhou na Europa quando chegou ao Porto. Assim, logo chamou a atenção do Real Madrid e foi contratado. Após um começo instável na equipe espanhola, o brasileiro cresceu de produção na última temporada e foi convocado para disputar a Copa América pela seleção brasileira.