A escrita foi quebrada. A Argentina voltou a ser campeã após 28 anos. A conquista vai mais além. Lionel Messi ergueu o primeiro troféu pela Albiceleste em sua carreira.
Em uma partida em que o craque não teve o brilhantismo de outros jogos da competição, Di María chamou a responsabilidade, assim como em Pequim, na Olimpíada de 2008, e marcou o gol do título, que tirou o grito entalado da garganta dos quase 45 milhões de argentinos.
O título quebra uma marca pessoal para o craque. Após 10 competições - incluindo a atual edição do torneio -, o argentino, enfim, quebrou a 'maldição' que o perseguia com a camiseta azul e branca.
Desde a estreia pela seleção argentina, em agosto de 2005 em amistoso contra a Hungria - em que foi expulso com 47 segundos após substituir Maxi López -, foram quatro Copa do Mundo e seis Copas América - contado com a atual.
Mas, o filme se repetia a cada final disputada: vice-campeonato, medalha de prata no peito do camisa 10 e críticas por não render na Argentina o que rendia com a camisa do Barcelona.
Ao longo das competições, várias nuances de um craque que merecia um título, mas que no momento decisivo falhava ou ficava de mãos atadas por falhas alheias.
A sequência em 2015 e 2016 da Copa América representa bem os dois lados. Na primeira, viu Higuaín e Banega desperdiçarem penalidades e o Chile sair vencedor.
No ano seguinte, na edição centenária do torneio, foi o protagonista de um erro fatal. Isolou a bola na disputa de pênaltis, viu a seleção chilena levar o bi e chegou a se aposentar da Albiceleste, mudando de ideia dois meses depois.
Mas, o momento da glória do camisa 10 veio em 2021. Logo contra o Brasil, no Maracanã, estádio em que esteve tão perto de por a mão na taça em 2014, mas que sucumbiu diante da Alemanha.
E a Copa América - torneio em que mais disputou pela Argentina - feita por Messi o coroa. Até a final, dos 11 gols da Argentina, marcou quatro, deu assistência em cinco e participou da construção da jogada dos outros dois. Na final, Di María resolveu em um golaço após lançamento de De Paul.
Em 34 anos de vida - 16 deles dedicados à equipe profissional da Albiceleste -, Messi já havia conquistado tudo pelo Barcelona, 34 títulos ao todo, sendo seis vezes melhor do mundo, mas restando o troféu pela seleção.
Do céu, Maradona, sem dúvidas, vibra pelo seu sucessor.
