Nesta Eurocopa Itália e Espanha têm provado que é possível dar a volta por cima após seguidos fracassos. Depois de perderem alguns dos seus "medalhões" e terem resultados aquém do esperado nos últimos anos, a dupla disputa nesta terça-feira (6), às 16h, no Estádio de Wembley, em Londres, a primeira semifinal da principal competição europeia de seleções em busca de mais um título pesado para a sala de troféus.
Os dois países inclusive passaram por um processo de reformulação bastante parecido até chegarem a este momento. A Itália, por exemplo, caiu ainda na fase de grupos das Copas de 2010 e 2014 e sequer disputou o último Mundial, em 2018 na Rússia. Então foi preciso mudar o planejamento, e assim foi feito.
Giampiero Ventura deixou o comando da Azzurra logo após o fracasso na repescagem da Copa do Mundo de 2018 e foi feita a aposta em Roberto Mancini, ex-jogador da seleção italiana que tinha feito um bom trabalho em clubes de nome na Europa, como Inter de Milão e Manchester City, antes de aceitar o convite.
Junto de Ventura, alguns jogadores conhecidos também se aposentaram da seleção. Entre eles, o goleiro Gianluigi Buffon e o volante Daniele De Rossi. Para as vagas, Mancini decidiu investir em atletas mais jovens, como Gianluigi Donnarumma, do Milan, e Manuel Locatelli, do Sassuolo, que vêm dando conta do recado e assumindo o protagonismo na Itália.
A Espanha, campeã do mundo em 2010, por sua vez, também teve uma campanha traumática no Mundial de 2018 e foi eliminada ainda na fase de grupos. Naquele período, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) passou por uma crise após a demissão de Julen Lopetegui às vesperas da competição e a escolha de Fernando Hierro às pressas.
O fracasso na Rússia fez os espanhóis mudarem o seu planejamento e, depois de terem Vicente del Bosque, Lopetegui e Hierro como treinadores, investiram em Luis Enrique, que teve uma boa passagem pelo Barcelona.
"Medalhões" como os zagueiros Sergio Ramos e Gerard Piqué foram esquecidos pelo treinador, que rejuvenesceu a Fúria. Na convocação para esta Euro, por exemplo, nenhum jogador do Real Madrid foi chamado e nomes como o do meio-campista Pedri, de 18 anos, do Barça, e de Pau Torres, do Villarreal, ganharam a confiança de Luis Enrique.
Entre os rostos conhecidos, sobraram poucos jogadores, como o goleiro David De Gea, do Manchester United, o lateral Jordi Alba e o volante Sergio Busquets, ammbos do Barcelona.
Os primeiros frutos já vêm sendo colhidos nesta Euro, com as duas seleções voltando a ter o protagonismo de alguns anos atrás. Até o momento, Itália e Espanha estão invictas na competição e voltaram a sonhar com a conquista do título europeu depois de muitos anos.
A Espanha, maior campeã da Eurocopa ao lado da Alemanha com três títulos, não levanta a taça da competição desde 2012, enquanto a Itália tem uma única conquista, em 1968, há 53 anos.
