Antes de virar o grande craque do Manchester City e da seleção belga, Kevin de Bruyne teve uma passagem apagada pelo Chelsea. Em Stamford Brigde, o meia não conseguiu se firmar em um time recheado de astros. Na temporada 2012/13, ele foi emprestado para o Werder Bremen, da Alemanha, e conseguiu se destacar.
Na volta ao Chelsea, porém, não jogou com o técnico José Mourinho, visto como o grande culpado pela saída do meia. Ao canal de televisão "talkSPORT", o português disse que foi o jogador quem pediu para deixar o clube londrino.
"Ele sabia muito bem o que queria, mas não estava preparado para enfrentar uma temporada em uma equipe com jogadores muito bons. Não tinha paciência", disse.
Segundo Mourinho, o plano era emprestar De Bruyne depois da pré-temporada, mas o desempenho do belga o fez mudar de ideia e mantê-lo no elenco. O problema é que o meia teria dito ao português que desejava ser titular do Chelsea, algo que o treinador não achou correto.
"Veio de uma temporada na Alemanha onde jogava 90 minutos de cada partida. Às vezes os treinadores cometem erros, mas não foi. Eu vi potencial nele, mas De Bruyne sabia exatamente o que queria."
"De Bruyne queria ir embora, queria voltar para a Alemanha, onde estava muito feliz. Ele decidiu que queria sair. Isso colocou uma pressão tremenda e acabou funcionando para ele."
Depois de apenas nove jogos (com uma assistência), Kevin de Bruyne pediu para ser vendido no começo de 2014 ao Wolfsburg, da Alemanha, por 22 milhões de euros. No time da Volkswagen, o belga explodiu de vez para o futebol mundial.
"De Bruyne não era um garoto fácil, no sentido em que não foi fácil me comunicar com ele. Ele foi muito claro sobre isso e foi muito difícil fazê-lo mudar [de ideia]", afirmou.
Eleito melhor jogador da Bundesliga e campeão da Copa da Alemanha na temporada 2014/15, ele foi vendido no meio de 2015 ao Manchester City.
Desde então é o maestro do time Pep Guardiola, com dez títulos pelo clube inglês (incluindo três da Premier League).
