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Sheik crava nome que 'precisa sair' do Corinthians e abre o jogo sobre 'pessoas que não chamaria para sua casa'

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Emerson Sheik trabalhou como coordenador de futebol do Corinthians em 2019, mas pediu para sair no início de novembro daquele ano após alguns problemas internos e também em função de ter tido o nome citado em protesto da torcida.

Em entrevista à TV Gazeta, nesse domingo (20), o ex-atacante revelou mágoa pela maneira como foi tratado por algumas pessoas dentro do clube e disse que Mauro da Silva precisa sair.

Mauro é conhecido como Van Basten. Ele é observador técnico da comissão técnica permanente e, como atleta, fez parte do elenco corintiano campeão do Campeonato Brasileiro de 1990.

“Quando eu falo que acredito no Duilio é porque o Duilio sabe muito bem as pessoas que estão alí e precisam sair. E ainda tem gente lá que precisa sair do clube”, disse Sheik.

“O Mauro é um nome que tem que sair. Ainda não entendi a função dele ali no Corinthians. O Mauro é um nome que precisa sair. ‘Ah, mas ele é legal, ele é amigo’. Mas quer amigo, vai pro parque, vai pra balada. Ali é lugar de trabalho, não vejo o Mauro, há muitos anos, agregando ao crescimento do Corinthians”, seguiu o ex-atacante, campeão de Conmebol Libertadores e Mundial de Clubes pelo Corinthians.

“Por exemplo, saiu um funcionário do Corinthians que ocupa o mesmo lugar do Mauro, e esse profissional quase todos os meninos que subiram da base para o profissional foram captados por ele. Ele vai sair, eu tenho certeza absoluta disso, e ele ocupa a mesma função do Mauro. E minha pergunta é: o que ele está fazendo lá? Ele não assume (como técnico). Quando precisa de um interino, ele não assume, nunca assumiu. Aí colocam alguém do recursos humanos para assumir o Corinthians, mas não bota o Mauro”, seguiu Sheik.

No atual departamento de futebol do Corinthians, quem faz a mesma função de Mauro da Silva é Alysson Marins, que realmente fez um trabalho na base do clube até 2017. Ele passou alguns meses fora e voltou na gestão de Andrés Sanchez para trabalhar com os profissionais.

Sheik continuou: “Me pediram um nome, eu falo 10 nomes. Alguns já saíram, espero que saiam mais, porque assim vejo o Corinthians com futuro daqui dois ou três anos.”

Mauro da Silva costuma ser chamado para ser auxiliar dos técnicos interinos.

Quem mais?

Emerson Sheik fez questão também de deixar claro quem são as pessoas que ele confia e acredita no Corinthians.

“Eu sempre tive um relacionamento muito bacana com o Andrés, foi um cara importante pra mim, assim como o Duilio, poucas pessoas sabem, mas foi o Duilio quem me levou para o Corinthians, que me contratou, e sempre tive um excelente relacionamento com Andrés e Duilio, mas as pessoas abaixo do Andrés e do Duilio eu não convidaria para vir na minha casa. Nunca convidei, mas são pessoas que não têm cartão verde para entrar na minha casa, não gostaria de ter elas próximas de mim novamente, não agregam nada quanto pessoa e profissional.”

Em 2019, além de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, Sheik convivia com os diretores-adjuntos Jorge Kalil e Edu Ferreira, além do gerente Vilson Menezes. O trio ficou de fora da administração comandada por Duilio.

“Alesandro, Alex, Danilão, hoje acredito muito nesses profissionais que estão lá, no potencial do Danilo enquanto treinador, acho que leva jeito, tem tudo para, um dia, subir e assumir a equipe principal, não é o momento ainda. Mas o Corinthians está em boas mãos: Duilio como presidente, Alessandro, Roberto, Alex na base. Agora, o resto, faz um pacote e joga tudo fora. Joga tudo fora, porque não vai dar em nada.”

Mágoa

Ao ser questionado sobre as mágoas que ainda carrega pela passagem que teve no clube do Parque São Jorge como dirigentes, Emerson Sheik manteve o tom crítico.

“Vou tentar responder de uma maneira que não soe mal e não fiquem triste comigo. Ao contrário do que fizeram comigo, e fizeram, vou tentar falar de maneira polida, mais educada, fazendo valer o quão sou querido em todos os lugares onde passei”, começou.

“Obviamente, não concordei com algumas coisas, opinei como sempre opino, sou de personalidade muito forte, tinha coisas que eu não concordava. Quem estava perto na ocasião, eu também não compartilhava das atitudes, no meu ignorante modo de ver e com a minha inexperiência no cargo de coordenador de futebol, acho que tinha muita gente que não agregava absolutamente nada para a instituição Corinthians, que só estavam ali para sugar e ganhar dinheiro do clube”, disparou Sheik.

“Eu fiz toda minha carreira dentro do esporte, do futebol. Qualquer segmento que adotei após minha despedida dos gramados foi pra não ficar em casa sem fazer nada Sim, fiquei um pouco chateado, um tanto quanto decepcionado com algumas pessoas e sempre ouvi um ditado na vida, os incomodados que se mudem, então, eu saí pela porta que entrei varias vezes, pela da frente, mas fiquei chateado com algumas situações que ocorreram dentro do clube.”

Em três passagens pelo Corinthians como jogador, Emerson Sheik colecionou títulos: Paulista (2013 e 2018), Brasileiro (2011 e 2015), Libertadores (2012), Mundial de Clubes (2012) e Recopa Sul-Americana (2013).

Com dois gols e uma assistência nas finais da Libertadores de 2012, o ex-camisa 11 entrou de vez para a história do clube.

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