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Corinthians: por que Gilberto, artilheiro do Bahia, é 'persona non grata' no clube alvinegro

O Corinthians de Sylvinho tenta se acertar sem ter um centroavante no comando de ataque. Diante da má fase de Jô, a aposta tem sido em Luan como um “falso 9”. Enquanto isso, no Bahia, rival neste domingo, às 16h, Gilberto segue mostrando faro artilheiro e vive seus últimos meses de contrato...

Se engana, porém, quem imagina que o jogador de 32 anos poderia ser uma opção no Parque São Jorge. Até já foi, é verdade, mas um episódio acontecido em 2011 marcou a relação entre as partes que hoje serão adversárias, e Gilberto, no Corinthians, virou “persona non grata”.

Em 2018, o nome do atacante chegou a ser especulado na equipe alvinegra. Uma edição feita na página do jogador na Wikipedia mostrou que ele não seria bem-vindo.

“Gilberto Oliveira Souza Júnior é um futebolista brasileiro que joga como atacante. Atualmente, está sem clube. E esperamos que continue sem clube. Não vem para o Corinthians.”

A rusga entre Gilberto e Corinthians teve início sete anos antes, em 2011, quando o então presidente alvinegro Andrés Sanchez chegou a anunciar o centroavante como reforço, em 15 de maio. Mas, apenas dois dias depois, o negócio teve uma reviravolta, com direito a uma nota oficial nada polida publicada pelo próprio time paulista após "chapéu" do Internacional.

"Logicamente que vamos reforçar, está chegando o Gilberto”, disse Andrés, logo após a perda do título do Campeonato Paulista daquele ano, já projetando o Brasileirão. Só que, no dia 17 de maio, tudo mudou: “O atacante Gilberto não virá defender o Corinthians”, anunciou a equipe em seu site oficial.

A reviravolta foi explicada pela própria direção alvinegra, em um comunicado pouco usual no futebol: revelando detalhes da negociação envolvendo Santa Cruz (então time de Gilberto), Internacional (que o contratou) e o próprio Corinthians, incluindo os valores.

“Mesmo depois de ter aceitado a proposta do Timão pelo jogador, e já com o pré-contrato nas mãos, a diretoria do Santa Cruz vendeu 70% dos direitos do atleta ao Internacional pelo valor de R$ 2 milhões”, iniciava o comunicado, que revelava até mesmo os salários de Gilberto.

“No clube gaúcho o atacante receberá algo em torno de R$ 100 mil, mais que dobro do que fora apalavrado anteriormente com o Corinthians”, seguia. “Desta forma, mesmo tendo acertado previamente com o clube e o jogador, o Corinthians não entrará em leilão e dá a negociação como encerrada”, encerrava o texto.

Gilberto, então, estreou no Inter naquele mesmo mês de maio, mas não repetiu o sucesso dos tempos de Santa Cruz, tendo sido emprestado, pouco mais de um ano depois, em 2012, para o Sport.

Em 2018, curiosamente, Gilberto foi sondado para ser justamente um substituto de Jô, que havia deixado o Corinthians após ser destaque do título brasileiro de 2017, mas que rumou para o Japão – anos mais tarde, retornaria, mas já sem o mesmo brilho e hoje amarga o banco de reservas.

Sem avançar na possibilidade de defender o Corinthians, Gilberto acertou com o Yeni Malatyaspor, da Turquia, mas, ainda em 2018, voltou ao Brasil, anunciado pelo Bahia. Com a camisa tricolor, são 72 gols em 155 jogos. No Brasileirão 2021, foram quatro bolas na rede, que fazem do atacante artilheiro da competição.

Já o Corinthians, curiosamente, fez apenas três tentos nesta Série A e tenta melhorar a marca nesta quinta rodada, no Estádio de Pituaçu, em Salvador. Gilberto, pouco querido pelos paulistas, estará do outro lado, mas podendo viver seus últimos meses como jogador do Bahia: seu contrato vai até o fim de 2021, e ainda não há acerto para a renovação.