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Caboclo se sentiu traído e queria demitir Tite e diretores da CBF antes de afastamento da presidência

Rogério Caboclo foi afastado da presidência da CBF antes de anunciar diversas demissões na confederação. O plano do dirigente incluía a troca de Tite no comando da seleção brasileira, além das saídas de nomes de peso, como Walter Feldman, secretário-geral da entidade.

Isso porque Caboclo não se viu “protegido” pelos nomes que o cercam mais proximamente diante da acusação de assédio moral e sexual revelada na última sexta-feira (4). Se sentindo “traído”, pretendia responder de forma dura, com demissões também em sua diretoria.

Além de Tite e Feldman, diretores como Manoel Flores (de competições), Gilberto Ratto (do marketing) e Marcelo Aro (relação institucionais) também estavam entre os alvos de Caboclo.

Um dos pontos altos da insatisfação do então presidente da CBF aconteceu neste sábado (5), depois que o diretor de governança e conformidade da CBF, André Megale, enviou e-mail com a recomendação para que Caboclo se afastasse do cargo por “tempo determinado”.

Em sua carta ao presidente, ele recomendava o afastamento de Caboclo para "colaborar, nesse período, com a Comissão de Ética do Futebol Brasileiro para a apuração dos fatos narrados na referida denúncia e comprovar sua inocência".

"Dessa forma, V.Sa. poderá concentrar sua atenção na resolução dessa situação, que é o interesse de todos que construímos a atual gestão exitosa da CBF até o presente momento junto com V.Sa, preservando assim todos os envolvidos na denúncia", complementou.

Feldman respondeu o e-mail dizendo que concordava com Megale e acreditava ser de bom tom o afastamento. Caboclo, porém, se irritou com a postura.

Nos bastidores, então, os cartolas se movimentaram rápido para que Caboclo fosse afastado da presidência antes que pudesse responder com as demissões. Neste domingo, o Comitê de Ética da CBF decidiu pelo afastamento do dirigente por 30 dias.

Quem assume interinamente, agora, o comando do futebol nacional é Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, um dos oito vices do órgão. Vale o critério de idade, ele tem 82 anos e é o mais velho do grupo.