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Messias foi reprovado em quatro times, monitorado pelo Arsenal e dispensado do Cruzeiro; hoje, é destaque do Ceará

Um dos destaques do Ceará, que vai enfrentar o Vitória neste sábado (24) em uma das semifinais da Copa do Nordeste, Messias Rodrigues da Silva Júnior aprendeu desde cedo a ser persistente. O zagueiro, nascido em São Matheus-ES, lidou com reprovações em quatro testes e uma dispensa do Cruzeiro até chegar ao futebol profissional.

O FOX Sports transmite, ao vivo, a outra semifinal da Copa do Nordeste, Fortaleza x Bahia, a partir das 20h20 deste sábado (24).

“Meu sonho sempre foi ser jogador. Jogava no bairro onde moro e o Igor, que sempre me ajudou, me levou para fazer várias peneiras. Tentei em clubes como Fluminense, Artsul-RJ, São Francisco do Conde-BA e Salvador Futebol Clube-BA, mas não passei em nenhum”, disse, ao ESPN.com.br, em 2017.

Apesar das reprovas, Messias tentou mais uma avaliação no América de Teófilo Otoni-MG.

“Tinha um rapaz lá no clube que tinha trabalhado no Cruzeiro e me viu. Ele gostou de mim e me indicou para a Toca da Raposa”.

O defensor foi aprovado no time mineiro e atuou ao lado de jogadores como Mayke, Alisson e Judivan.

“Fizemos um torneio na Holanda contra o Ajax-HOL e Bayer Leverkusen-ALE. Foi uma experiência muito boa e levo para vida toda. Consegui amadurecer bastante nesse período”, reconheceu.

Um ano depois, Messias foi dispensado pelo Cruzeiro, mas rapidamente conseguiu se recolocar no América-MG.

“Eu cheguei ao time Sub-20 e fomos campeões da Taça BH de juniores com o Milagres nosso treinador. Ele me deu muitas oportunidades”, agradeceu.

Neste período, ele chegou a despertar o interesse de um gigante do futebol europeu.

“Em 2014, um olheiro do Arsenal me monitorou por um tempo. Não teve contato direto comigo, mas fiquei sabendo pelo meu agente que fui observado”, garantiu.

Messias subiu aos profissionais do América-MG em 2014, mas voltou aos juniores meses depois. No ano seguinte, foi efetivado no time principal e ajudou a equipe a conseguir o acesso para Série A do Campeonato Brasileiro.

Em 2016, o defensor ainda atuou por nove jogos na elite, mas o time mineiro acabou rebaixado para a 2ª divisão novamente. Depois de um começo difícil na equipe mineira, ele conseguiu se firmar.

“Nos primeiros jogos eu tive um pouco de problema com câimbras. Recebi muita ajuda de toda comissão técnica. Fiz suplementação alimentar, dieta e trabalho físicos específicos. E também tive muito auxílio de Deus, sou um cara muito religioso”, contou.

“Recebi muita confiança do treinador Enderson Moreira e agradeço demais. Muitos não iriam me querer por causa dessa questão física, mas ele bateu no peito e me quis no grupo. Consegui retribuir isso com boas atuações. Isso fez ser um cara melhor”, explicou.

Com as boas atuações pelo América-MG, Messias chegou a ser especulado em vários clubes grandes do Brasil antes de ir para o Ceará no começo da atual temporada.

Nada mal para quem não queria jogar na zaga quando era garoto.

“Eu era volante e um dia o zagueiro da escolinha que eu jogava faltou. Eu era grandão e me pediram para jogar um dia só. Mas eu fui bem e o atacante não era muito bom (risos)”, relatou.

“Eu gostei da posição e resolvi ficar por ali mesmo. Agora eu pego os atacantes rápidos e penso: ‘Por que eu fui jogar na estreia logo contra aquele cara ruim achando que era fácil?’ (risos)”, brincou.

Com 1,92m, Messias usa sua altura para não dar moleza para os adversários e ainda marcar uns gols em descidas ao ataque.

“Tenho uma bola aérea muito boa e sou um zagueiro de muita força. Marco em cima os atacantes e encurto os espaços”, analisou.