O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, deixou neste domingo, o comando da ECA (Associação de Clubes Europeus), depois que a "Velha Senhora" e outros 11 gigantes europeus anunciaram a criação da Superliga, um novo torneio que entrará em conflito com a Uefa Champions League.
Agnelli estava à frente da ECA desde setembro de 2017, mas pediu demissão de seu cargo, já que a organização se colocou de forma contrária à Superliga.
O empresário italiano já formava parte da diretoria do órgão há cinco anos.
"Os 12 clubes fundadores da Superliga representam bilhões de fãs ao redor do globo e possuem 99 troféus europeus. Nós nos juntamos em um momento crítico, permitindo que o futebol do continente seja transformado, colocando o jogo que amamos em um cenário de sustentabilidade para o futuro a longo prazo, aumentando os pagamentos de solidariedade e dando aos fãs e jogadores amadores uma grande quantidade de ótimos jogos, que vão alimentar sua paixão pelo jogo e dar a eles exemplos a serem seguidos", disse Agnelli.
A ECA representa, defende e promove os interesses de mais de 220 clubes de futebol, divididos em mais de 50 federações da Europa.
Os clubes fundadores da Superliga são os seis principais times da Inglaterra (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City e Tottenham), os três gigantes da Espanha (Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid) e mais o trio dos chamados grandes da Itália (Milan, Inter de Milão e Juventus).
O primeiro presidente da liga será Florentino Pérez, mandatário do Real Madrid. Os vices serão Andrea Agnelli, da Juventus, e Joel Glazer, dono do Manchester United, conforme divulgado em comunicado.
De acordo com os fundadores, haverá ainda a participação de três clubes convidados na primeira edição do torneio. Os nomes dos times em questão não foram divulgados, mas é provável que Bayern de Munique e Paris Saint-Germain estejam entre eles.
A competição vai contra o que gostariam as ligas locais, a Uefa e a Fifa. A entidade europeia, por sinal, já anunciou que quem participar da Superliga "pode ser banido de todas as competições europeias ou internacionais". E isso vale para clubes e também jogadores.
