Presidente eleito do Barcelona, Joan Laporta tem menos de 24 horas para apresentar uma garantia bancária no valor de 125 milhões de euros (cerca de R$ 831 milhões) ou o clube será forçado a convocar um novo processo eleitoral.
Laporta, que já presidiu a instituição entre 2003 e 2010, retornou ao cargo na última semana após bater os candidatos Victor Font e Toni Freixa.
No entanto, para assumir o cargo, o dirigente e sua diretoria executiva devem primeiro apresentar uma garantia bancária no valor de 15% do orçamento do Barcelona no prazo de 10 dias após ser eleito.
Nesta quarta-feira (17) termina o prazo para Joan Laporta cumprir a exigência, que também deve ser ratificada pela LaLiga.
Os estatutos do clube exigem que a diretoria executiva seja 'responsável por seus atos' enquanto estiver no comando e a garantia bancária é uma forma de proteger a instituição contra uma administração irresponsável.
O estatuto acrescenta que membros do conselho devem ser 'igualmente responsáveis pelo montante total, a menos que acordos individuais ou internos sejam feitos para uma distribuição diferente das responsabilidades'.
As esperanças de Laporta em garantir a garantia foram abaladas no fim de semana, quando foi anunciado que um de seus vice-presidentes, Jaume Giro, não faria mais parte de sua equipe.
Giro foi designado para supervisionar as finanças do clube. Oficialmente, se afastou devido a 'compromissos profissionais que o obrigarão a passar muito tempo em Londres', mas fontes disseram à ESPN que havia discordâncias com o presidente.
Dado que Giro seria responsável por grande parte da garantia, esperava receber mais poder dentro do clube, mas Laporta não estava disposto a lhe dar tanto quanto queria.
Eduard Romeu, membro do clube e vice-presidente da Audax Renovables (empresa espanhola do ramo de energia), foi designado como substituto de Jaume Giro, mas um acordo ainda não foi finalizado sobre sua incorporação.
As conversas continuam sobre quanto da garantia Romeu e a Audax Renovables seriam responsáveis, e quanto poder teriam no clube.
Enquanto isso, Laporta e seu conselho também estão em negociações com bancos, possíveis novos membros do conselho e outras empresas. Fontes disseram à ESPN que os dirigentes estão confiantes em obter a garantia bancária antes do prazo.
