Neste sábado, Palmeiras e Santos fazem a final da Conmebol Libertadores e buscam a Glória Eterna no Maracanã.
O FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. E quando a bola parar, a melhor cobertura pós-jogo será na ESPN Brasil e no ESPN App, com entrevistas, festa do título e muita análise e opinião em SportsCenter e Linha de Passe, entre 19h e 0h.
Será o mais importante "Clássico da Saudade", como o duelo é conhecido, em toda a história, que foi iniciada no longíquo 1915, quando o Verdão ainda se chamava Palestra Itália.
Nestes 106 anos de rivalidade, foram disputados muitos jogos épicos, lendários e memoráveis, especialmente nos tempos em que o Peixe tinha o famoso ataque Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, enquanto o Alviverde desfilava a equipe que ficou conhecida como 1ª Academia.
Com ajuda de Celso Unzelte, comentarista da ESPN Brasil e historiador, o ESPN.com.br selecionou os cinco Palmeiras x Santos mais importantes de todos os tempos.
Não foi tarefa fácil, mas, após muita discussão, esta é nossa lista:
OS 5 MAIORES PALMEIRAS x SANTOS
5. Santos 2 x 3 Palestra Itália - 04/03/1928 - Campeonato Paulista 1927
Santos e Palestra Itália disputavam ponto a ponto o título do emocionante Paulistão de 1927.
O time praiano tinha uma das maiores linhas de frente de sua história, formada por Osmar, Camarão, Feitiço, Siriri, Araken Patusca e Evangelista.
Para se ter uma ideia do poder de fogo, o sexteto anotou exatos 100 gols durante o Estadual, recorde durante toda a era amadora e poucas vezes superado no profissionalismo.
Em 4 de março de 1928, um clássico na Vila Belmiro decidiu o Paulista. O Santos era o grande favorito, mas o Palestra venceu por 3 a 2, em um jogaço, e sagrou-se campeão com apenas um ponto a mais que o rival.
Siriri e Camarão anotaram para os mandantes, enquanto Tedesco, Lara e Perillo fizeram os tentos do histórico triunfo palestrino.
Araken Patusca, que terminou o torneio como artilheiro (31 gols), acabou passando em branco bem na partida mais importante.
Ficha técnica
Santos 2 x 3 Palmeiras
GOLS: Santos: Siriri e Camarão Palmeiras: Tedesco, Lara e Perillo
SANTOS: Athiê; Bilu e Meira; Hugo, Júlio e Alfredo; Omar, Camarão, Siriri, Araken Patusca e Evangelista Técnico: Urbano Caldeira
PALESTRA ITÁLIA: Perth; Bianco e Miguel; Xingo, Goliardo e Serafini; Tedesco, Heitor, Armandinho, Lara e Perillo Técnico: Joaquim Almeida
4. Santos 3 x 2 Palmeiras - 04/06/2000 - Campeonato Paulista 2000
Na semifinal do Paulistão de 2000, o Palmeiras vivia o ocaso da Era Parmalat, mas ainda tinha um time forte, com nomes como Marcos, Roque Júnior, Júnior, Rogério, Galeano, Euller, Asprilla e Marcelo Ramos, além do técnico Luiz Felipe Scolari.
Já o Peixe tinha como destaques Fábio Costa, Carlos Germano, Baiano, André Luís, Márcio Santos, Robert, Rincón, Valdo, Dodô, Valdir "Bigode", Caio Ribeiro e Deivid.
No primeiro jogo da semi, houve empate por 0 a 0, com a definição da vaga na final contra o São Paulo ficando para o dia 4 de junho de 2000.
No Morumbi, o Alviverde teve um início avassalador, com Argel e Euller abrindo 2 a 0. Como o Palmeiras tinha a vantagem do empate, parecia certo que o time de Felipão chegaria a mais uma final.
No entanto, durante o 2º tempo, o Santos conseguiu uma virada absurda, com tentos de Eduardo Marques, Anderson Luís e Dodô - este último já aos 45 minutos.
Com a vitória, o Alvinegro acabou com um jejum de 16 anos e foi à final do Estadual.
Ficha técnica
Santos 3 x 2 Palmeiras
GOLS: Santos: Eduardo Marques, Anderson Luís e Dodô Palmeiras: Argel e Euller
SANTOS: Fábio Costa; Baiano (Eduardo Marques), André Luis, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Preto, Anderson Luís, Robert e Valdo; Valdir (Dodô) e Caio (Deivid) Técnico: Giba
PALMEIRAS: Marcos; Neném, Argel, Roque Júnior e Júnior; Rogério (Taddei), Galeano e Fernando; Euller (Tiago), Asprilla (Marcelo Ramos) e Pena Técnico: Luiz Felipe Scolari
3. Palmeiras 2 (4) x (3) 1 Santos - 02/12/2015 - Copa do Brasil 2015
O Santos chegou à final da Copa do Brasil como favoritaço, já que foi trucidando seus adversários.
O meio-campo, formado por Thiago Maia, Renato e Lucas Lima, e o ataque, que tinha Gabigol e Ricardo Oliveira, eram os grandes destaques da equipe.
Do outro lado, estava o Palmeiras, vivendo um início de reformulação após quase ter sido rebaixado no ano de seu centenário, em 2014.
O clube fez contratações de impacto, como o atacante Dudu, promoveu destaques da base, como Gabriel Jesus, e tinha no goleiro Fernando Prass sua grande fortaleza.
No jogo de ida, o Peixe sobrou em campo, mas perdeu muitos gols (Gabigol, que fez o gol da partida, também desperdiçou umapenalidade) e acabou vencendo só por 1 a 0. Com isso, a volta, no Allianz Parque, ficou totalmente indefinida.
Empurrado por quase 40 mil torcedores, o Palmeiras abriu 2 a 0 com dois gols de Dudu e ficou perto do título, mas Ricardo Oliveira anotou nos minutos finais e forçou a decisão nos pênaltis.
Na marca da cal, o Verdão foi melhor, e terminou campeão com Prass, grande nome daquela campanha, batendo o pênalti decisivo.
Ficha técnica
Palmeiras 2 (4) x (3) 1 Santos
GOLS: Palmeiras: Dudu (2) Santos: Ricardo Oliveira PÊNALTIS: Palmeiras: Zé Roberto (O), Rafael Marques (X), Jackson (O), Cristaldo (O) e Fernando Prass (O) Santos: Marquinhos Gabriel (X), Gustavo Henrique (X), Geuvânio (O), Lucas Lima (O) e Ricardo Oliveira (O)
PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro (Lucas Taylor), Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales, Arouca e Robinho; Dudu, Gabriel Jesus (Rafael Marques) e Lucas Barrios (Cristaldo) Técnico: Marcelo Oliveira
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz (Werley), Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Paulo Ricardo), Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Gabigol (Geuvânio) e Ricardo Oliveira Técnico: Dorival Jr
2. Palmeiras 2 x 1 Santos - 10/01/1960 - Campeonato Paulista 1959

Como Palmeiras e Santos terminaram empatados ao final do Campeonato Paulista daquele ano, a decisão de quem seria campeão aconteceu em uma histórica melhor de três.
Foram três partidas insanas, com alguns dos maiores craques da história dos dois clubes desfilando em campo.
Do lado palmeirense, estavam feras como Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Geraldo Scotto, Zequinha, Chinesinho, Julinho e Romeiro, além do técnico Osvaldo Brandão.
Já no plantel santista, o time era quase uma poesia, com destaque para Dalmo, Zito, Dorval, Mengálvio, Jair Rosa Pinto, Pagão, Coutinho, Pelé e Pepe, comandados pelo multicampeão Lula.
No 1º jogo do Supercampeonato, empate por 1 a 1. No 2º, nova igualdade, desta vez por 2 a 2. A 3ª partida, no Pacaembu, acabou definindo o título.
Pelé colocou o Peixe à frente aos 14 do 1º tempo, mas Julinho Botelho, aproveitando bola perdida pelo próprio "Rei do Futebol" no meio-campo, igualou aos 43 da etapa inicial.
No segundo tempo, aos 3 minutos, o Alviverde teve falta na entrada da área. Romeiro mandou um balaço no ângulo do goleiro Laércio e deu a vitória ao Palmeiras, que conseguiu vencer o "imbatível" Santos de Pelé e sagrou-se campeão de 1959.
Ficha técnica
Palmeiras 2 x 1 Santos
GOLS: Palmeiras: Julinho Botelho e Romeiro Santos: Pelé
PALMEIRAS: Valdir Joaquim de Moraes; Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Geraldo Scotto; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Américo Murolo, Romeiro e Nardo Técnico: Osvaldo Brandão
SANTOS: Laércio; Urubatão, Getúlio e Dalmo; Formiga e Zito; Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão, Pelé e Pepe Técnico: Lula
1. Santos 7 x 6 Palmeiras - 06/03/1958 - Rio-São Paulo 1958
Esse não é só o maior Palmeiras x Santos de todos os tempos. Também é, possivelmente, a melhor partida de futebol de toda a história do Brasil.
Dois esquadrões se enfrentaram pelo Torneio Rio-São Paulo de 1958, em uma partida de fase de grupos que não valia tanta coisa. Quem foi ao Pacaembu naquele 6 de março, porém, viu uma apresentação de gala das duas equipes e uma partida simplesmente lendária.
O 1º tempo teve sete gols: o Palmeiras saiu na frente com Urias, o Santos virou com Pelé e Pagão, e o Verdão empatou com Nardo. No entanto, o Peixe marcou três vezes em sequência, com Dorval, Pepe e Pagão, e foi para o intervalo ganhando de 5 a 2.
Segundo contou o ex-centroavante Mazzola, o goleiro palestrino Edgar foi aos prantos para o vestiário, e acabou sendo substituído pelo reserva Vítor. No discurso motivacional para o 2º tempo, Osvaldo Brandão ordenou que os palmeirenses tivessem "vergonha na cara" e reagissem.
As palavras fortes funcionaram, e, em pouco mais de 30 minutos, o Palmeiras virou o placar de forma insana. Paulinho, Urias e Mazzola, duas vezes, colocaram 6 a 5 no placar do Pacaembu e deixaram os 43.068 presentes no estádio completamente atônitos.
Mas ainda havia tempo para mais!
Aos 38, o endiabrado Pepe acertou bela cabeçada na área e empatou em 6 a 6. E, aos 43, o próprio "Canhão da Vila" fechou seu hat trick e deu a vitória ao Santos naquele que é para sempre lembrado como o jogo mais emocionante da história do futebol brasileiro.
Ficha técnica
Palmeiras 6 x 7 Santos
GOLS: Palmeiras: Urias (2), Nardo, Paulinho e Mazzola (2) Santos: Pelé, Pagão (2), Dorval e Pepe (3)
PALMEIRAS: Edgar (Vítor); Edson e Dema; Valdemar Carabina, Waldemar Fiúme e Formiga (Maurinho); Paulinho, Nardo (Caraballo), Mazzola, Ivan e Urias Técnico: Osvaldo Brandão
SANTOS: Manga; Hélvio e Dalmo; Fiotti, Zito e Ramiro (Urubatão); Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão (Afonsinho), Pelé e Pepe Técnico: Lula
