Faltam três dias. Neste sábado (30), o Palmeiras entra em campo pela quinta vez em sua história para decidir uma final de Conmebol Libertadores. A partir das 17h (de Brasília), contra o Santos, no Maracanã, o time paulista vai em busca do bicampeonato sul-americano.
O FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. E quando a bola parar, a melhor cobertura pós-jogo será na ESPN Brasil e no ESPN App, com entrevistas, festa do título e muita análise e opinião em SportsCenter e Linha de Passe, entre 19h e 0h.
Campeão em muitos estádios pelo Brasil, o Palmeiras não ergue um troféu no Maracanã há mais de 50 anos. Ainda em 1967, o Verdão conquistou o Roberto Gomes Pedrosa, competição semelhante ao que é hoje em dia o Campeonato Brasileiro, e ganhou o direito de disputar a Taça Brasil contra o Náutico, então hexacampeão pernambucano.
Após vencer por 3 a 1 em Recife e perder, no Pacaembu, por 2 a 1, o time paulista foi ao Maracanã para tentar mais uma vitória diante do Timbu para somar um novo troféu em sua galeria.
Autor do primeiro gol na vitória por 2 a 0, César Maluco confessou, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, que "mal se lembra" da partida, mas falou sobre a conquista no Rio de Janeiro e como era o comportamento daquele elenco de craques, que entrou para a história alviverde.
"Eu me lembro pouco daquela partida. Só me lembro que nós fomos campeões no Maracanã, teve uma festa bonita, mas da partida em si me lembro muito pouco. Tem muita coisa daquela época que eu mal me lembro, infelizmente. O que eu posso dizer é que nós éramos um time muito sério e confiante. Nós íamos para as partidas com a certeza da vitória. Nossa diretoria nos mandava o recado: 'nesse clube não existe a palavra derrota'. E nós fazíamos de tudo para vencer. Para nós, não tinha essa de estádio. Nós chegávamos para vencer e ir embora", disse o ex-atacante.
Assim como neste sábado, Palmeiras e Santos viram, ao longo das décadas de 1950 e 1960, a rivalidade crescer e ganhar contornos de grande clássico no futebol paulista e nacional. Porém, mesmo tendo pela frente nomes como Pelé, Pepe, Mengálvio, Coutinho e outros daquela verdadeira seleção santista, era outro rival que deixava César preocupado antes dos duelos.
"O São Paulo. Para mim, o rival mais difícil de se enfrentar não era o Santos do Pelé. Era o São Paulo. Eles tinham o Gerson, tinha o Darío Pereyra, o Toninho, era um time muito complicado e que marcava muito bem. Quanto tinha Palmeiras e São Paulo, eu sabia que a minha missão era difícil. O Santos deixava a gente jogar, era um pouco mais tranquilo", contou o craque.
Tido como o 'caçula' da brilhante equipe do Palmeiras do final dos anos 1960, César contou que o ambiente do elenco e a humildade de craques como Djalma Santos, Tupãzinho e do técnico Mario Travaglini o fizeram crescer dentro do clube e se tornar o segundo maior artilheiro da história da agremiação, atrás somente de Heitor, que atuou nos períodos de Palestra Itália.
"Eu era o mais novo naquele time da Academia. O Pantera na época deixou o clube, mas ainda tinha o Tupãzinho para a minha vaga. Mas eu fui abraçado por todo o elenco. O próprio Tupãzinho me dava oportunidades, o Djalma Santos me passava confiança, deixavam eu bater faltas, pênaltis. Infelizmente muitos se foram. Hoje temos apenas eu, Ademir e Dudu. Era um grande time".
De acordo com o site oficial do Palmeiras, César Maluco soma 327 jogos com a camisa do Alviverde, com 171 vitórias e 182 gols marcados. Além dos títulos já mencionados na reportagem, ele foi bicampeão paulista, em 1972 e 1974, e tricampeão brasileiro, em 1969, 1972 e 1973.
