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Palmeiras enfrenta Libertad por vaga na semifinal da Libertadores, para manter tabu e igualar marca histórica

Um empate sem gols com o Libertad, no Allianz Parque, basta para que o Palmeiras se classifique para a semifinal da Conmebol Libertadores - em Assunção, na ida, houve empate em 1 a 1.

O vencedor do duelo terá Nacional ou River Plate como adversário na semifinal da competição.

O FOX Sports transmite o jogo ao vivo, a partir das 21h30, e o ESPN.com.br faz o acompanhamento em tempo real de lances e gols.

Recordista em participações na competição (20) ao lado de São Paulo e Grêmio, o Palmeiras, se classificado, fará sua oitava semifinal.

Com esse número, se igualará ao Santos na terceira colocação entre os brasileiros que mais vezes avançaram a essa fase.

Atualmente, São Paulo e Grêmio, com dez, lideram a estatística, seguidos pelo time da Vila Belmiro e pelo Palestra, conforme mencionado, além de Cruzeiro e Internacional, com seis cada.

Ainda na briga, o Tricolor Gaúcho e o Santos, que se enfrentam na quarta-feira por uma vaga, podem se isolar em primeiro e terceiro, respectivamente, com 11 e nove classificações.

Além da estatística, o Palmeiras também joga para manter o tabu de nunca ter sido eliminado por um time paraguaio na competição sul-americana.

O Alviverde, porém, teve eliminações curiosas e lamentáveis ao longo de suas participações. Tais como cair na fase de grupos de 2016, na chave que tinha Rosario Central, Nacional e River Plate-URU.

Ou perder nos pênaltis para os equatorianos do Barcelona de Guayaqui em 2017, nas oitavas. Ou ainda ser eliminado pelos mexicanos do Tijuana, em 2013.

Quando chegou às semifinais, no entanto, o Palmeiras sempre fez embates memoráveis pela vaga nas finais da competição continental, que conseguiu em quatro oportunidades.

Veja como foram os confrontos:

1961 - Independiente Santa Fé

Em sua primeira participação, o Verdão foi à final ao bater a equipe colombiana. Em Bogota, 1 a 1. Na volta, um 4 a 0 no Pacaembu, com dois gols de Romeiro, um de Gildo e um de Humberto. Na final, o Palmeiras perde em Montevidéu para o Peñarol (0 a 1), e fica sem a conquista no Pacaembu, com um empate em 1 a 1.

1968 - Peñarol

Em 68, os paulistas foram à forra com o Peñarol, que eliminaram com duas vitórias: 1 a 0 no Brasil, 2 a 1 no Uruguai.

Mas, na final, o time não foi páreo para o Estudiantes, em três jogos: 1 a 2 em La Plata, 3 a 1 no Pacaembu e, no jogo desempate em campo neutro (Montevidéu), os portenhos venceram por 2 a 0.

1971 - Nacional e Universitario

Naquele ano, as semifinais da Libertadores foram disputadas em grupos de três times. O Palmeiras ficou em segundo na chave que tinha o Nacional e os peruanos do Universitario.

O Palmeiras fez quatro pontos, com duas vitórias, que na época valiam dois pontos. Os uruguaios, com sete, foram para a decisão.

Embora tenha ficado pelo caminho no Sul-Americano, aquele time começou ali a ganhar corpo para se tornar aquele que ficou conhecido como a Segunda Academia.

1999 - River Plate

Após bater o campeão Vasco e o Corinthians, o Palmeiras teve nada menos que o River na semifinal de 1999. Com a melhor campanha, jogou a primeira em Buenos Aires e perdeu por 1 a 0.

Aquele Palmeiras era tão forte em casa, e tão ciente disso, que retornou da Argentina comemorando a derrota por pouco.

O jornal Clarín do dia seguinte ao jogo também conhecia a força do Verdão e estampou na sua capa “Ganó, pero no mucho”.

Em São Paulo, Roque Jr e Alex, que só não fez chover, marcou duas vezes para levar o Palmeiras à decisão, quando bateria o Deportivo Cali e levantaria a taça.

2000 - Corinthians

Naquele que talvez tenha sido o mais ferrenho embate entre dois clubes do Brasil na Libertadores, o Palmeiras de Felipão despachou o Corinthians para encarar o Boca na final.

Os dois jogos foram disputados no Morumbi. Na ida, 4 a 3 para os Alvinegros. Na volta, 3 a 2 para o Palmeiras, de virada.

E, nos pênaltis, veio a consagração final do goleiro Marcos, que defendeu a derradeira cobrança de Marcelinho Carioca e levou o Verdão à final.

Mas, na final contra o Boca Juniors de Carlos Bianchi, foi o Palmeiras quem caiu nos pênaltis, após dois empates: 2 a 2 e 0 a 0 no Morumbi.

2001 - Boca Juniors

Mais uma vez, o Boca estava no caminho do Palmeiras - dessa vez, muito ajudado pela arbitragem.

Em La Bombonera, o paraguaio Ubaldo Aquino marcou um pênalti que não existiu a favor dos argentinos e ainda expulsou o volante Fernando, que não havia feito nada no lance.

Tudo isso minutos depois de deixar de marcar um pênalti escandaloso sobre o mesmo Fernando. No velho Parque Antárctica, em noite de Riquelme, o Boca chegou a fazer 2 a 0. O Verdão buscou o empate, mas acabou sendo eliminado - de novo, nos pênaltis.

2018 - Boca Juniors

Na fase de grupos, o Palmeiras que era novamente de Felipão numa Libertadores, 18 anos depois, viu de novo o Boca pela frente. E, mais uma vez, se despediu do torneio.

No bairro de La Boca, onde havia vencido os argentinos por 2 a 0 na fase de grupos - pior derrota xeneize em casa para um brasileiro na história - o Verdão perdeu por 2 a 0 na ida.

E na volta, um empate em 2 a 2 tirou o futuro campeão brasileiro da competição continental. Benedetto fez o gol que selou a vaga com um chute rasteiro de longe, após falha de marcação de Felipe Melo na entrada da área.