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Ex-Corinthians lembra como era convívio com Luis Suárez: 'Zagueiros tinham medo dele'

Com uma carreira consagrada, Luis Suárez chegou nesta temporada ao Atlético de Madrid, que faz ótima campanha e lidera LaLiga - com 26 pontos - mesmo tendo dois jogos a menos do que os concorrentes. Com cinco gols em nove partidas pelo time colchonero, o uruguaio é uma das armas do técnico Diego Simeone no clássico da capital espanhola contra o Atlético de Madrid, no Estádio Alfredo Di Stefano, neste sábado (12/12).

O jogo, que será realizado às 17h (de Brasília), terá transmissão ao vivo da ESPN Brasil e do ESPN App e acompanhamento em tempo real, com vídeos de lances e gols, do ESPN.com.br.

Revelado pelo Nacional-URU, o jogador passou por Groningen e Ajax, ambos da Holanda, antes de chegar ao Liverpool, em janeiro de 2011. Em três temporadas pelos Reds, fez 82 gols em 133 jogos e virou um dos centroavantes mais temidos do mundo.

“Eu tive o prazer de jogar com o Suárez quando era jovem e falei com ele quando mudou de clube. Ele é um jogador exemplo. Fiquei muito surpreso pelo modo como ele jogava. Eu falava que ele jogava na posição errada (risos). Era praticamente um zagueiro jogando no ataque. Geralmente os atacantes têm medo do zagueiro, mas no caso do Suárez era ao contrário. Os zagueiros tinham medo dele, Mesmo não sendo altíssimo, era muito forte”, disse Doni, ex-goleiro do Liverpool, ao ESPN.com.br.

“Ele era aquele jogador confusão. É nítido como ver nos jogos como ele age dentro de campo. Em treino, amistoso era idêntico. Vinha trombando, zagueiro, goleiro, não tinha medo de ninguém. Até hoje faz muito gol roubando a bola e ajuda muito o time”, contou.

O ex-goleiro, com passagem por Corinthians, Roma e seleção brasileira, disse que o atacante uruguaio inspirava seus companheiros a se doarem ainda mais dentro de campo.

“Quando um centroavante está marcando muito, o time todo se inspira porque, se o cara da frente está correndo daquele jeito, imagina o resto. Diferente de quando você tem um atacante que a bola passa ao lado e não estica a perna. Isso dá muita reclamação. O Suárez era ao contrário”, recordou.

“Quando recuavam uma bola para mim no treino, eu tinha que ser rápido, senão ele ia tomar de mim. Tinha uma velocidade muito grande. É um jogador diferenciado. Mesmo sendo latino, se adaptou muito rápido ao futebol europeu. É um craque e sempre muito dedicado. Depois dos treinos, ele ficava cobrando faltas comigo mesmo não sendo especialista e finalizando”.

O atacante e o goleiro se tornaram muito próximos enquanto atuaram juntos no Anfield. Doni ainda brincou que passou a aprender um pouco mais de espanhol pela convivência com o companheiro.

“É uma excelente pessoa e muito brincalhão. Era casado e muito caseiro. Tirando o mate, o único vício dele, era um atleta bem diferente da maioria. Não era como é hoje, que existe suplementação. Ele já começou bem correto desde novo. A qualidade dele era impressionante, finalizava de direita, esquerda e de cabeça”, destacou.

“Quando cheguei, ele era bem amigo do Lucas Leiva e do Fábio Aurélio. O Liverpool tinha poucos brasileiros. Acho que por causa do clima. Os latinos andavam juntos. Eu brinco que aprendi a falar espanhol e inglês. Ele gostava do Brasil e se dava bem com os brasileiros”, garantiu.

Em 2014, foi vendido por 75 milhões de euros ao Barcelona, no qual venceu muitos títulos - incluindo Champions League e Mundial de Clubes - e marcou época ao lado de Messi e Neymar. Com 198 gols em 283 jogos, virou o terceiro maior artilheiro do time catalão na história.

Fora dos planos da diretoria do Barça, o uruguaio foi vendido ao Atlético de Madrid no começo da temporada.