Por precaução médica, Abel Braga ainda não estará de volta ao Internacional, que busca se reabilitar contra o Atlético-MG pela 24ª rodada do Brasileirão, neste domingo, às 18h15 (de Brasília). Diagnosticado com COVID-19 no dia 20 de novembro, ele ficou de fora das últimas três partidas - derrotas para Fluminense e Boca Juniors, além do empate com o Atlético-GO. O auxiliar Leomir de Souza deverá continuar no comando no jogo no Mineirão, em Belo Horizonte.
Em momento difícil, a equipe colorada deixou a liderança do Brasileiro, foi eliminada pelo América-MG nos pênaltis na Copa do Brasil e perdeu no Beira-Rio o jogo de ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores.
Desde a reta final do trabalho de Eduardo Coudet, que foi para o Celta-ESP, o Inter sofreu com oscilações e entrou em crise. Chamado para tentar recolocar o time nos eixos, Abel ainda não deslanchou: foram quatro derrotas, uma vitória e um empate.
"É bastante complicado ele já pegar um trabalho e uma estrutura diferente da dele. Com jogadores que ele praticamente não conhece 100%. Por mais que veja os vídeos você nunca conhece o jogador vendo um vídeo. Você conhece a característica, mas em cima disso tem muitos outros elementos para dizer que conhece. Você só vai conhecer o jogador no dia a dia trabalhando. E isso requer tempo", disse Iarley, ao ESPN.com.br.
Desde que assumiu o comando da equipe colorada, Abel enfrentou uma maratona de jogos e teve pouco tempo de trabalho. Além disso, precisou se ausentar nas últimas semanas por causa do coronavírus.
"Foi muito louvável da parte dele em aceitar. Para você ver como ele é um torcedor do clube, ele não precisava aceitar. Mas atendeu a um pedido não porque o presidente é amigo, mas porque o Inter precisava naquele momento. Dificilmente outro treinador iria aceitar. Ele veio para tentar dar continuidade, mas não tem culpa nenhuma do que está acontecendo. Veio aqui tentando e trabalhando, acho que os jogadores têm que ajudar um pouco mais ele. É uma turbulência o que está acontecendo, tem COVID e misturou tudo com a mudança de característica e maneira de jogar. É uma situação bastante complicada", afirmou o ex-jogador.
Iarley lembra que em 2006, quando o Inter venceu a Libertadores e o Mundial, Abel gostava que a equipe atacasse os rivais.
"É um treinador muito detalhista. Ele te dá sacadas do que está acontecendo. Se você for um jogador inteligente, vai para frente. Naquela época tínhamos muitas movimentações e trocas de posição. Ele pedia para eu segurar a bola na frente para o time respirar quando sofríamos pressão. Íamos mudando ao longo do jogo", contou.
Na equipe atual, Abel precisará corrigir o maior problema dos últimos seis jogos, que é o baixo número de gols marcados: apenas dois.
"Ele gostava do time que jogava para frente, bonito e que ataque. Depois, quando perdia a bola, quem estava mais perto marcava. O grande objetivo dele é jogar bonito e para frente, quando tem jogadores isso fica muito mais fácil. Ele te dá confiança para desempenhar o teu futebol. Ele te deixa solto dentro de campo e te dá liberdade que, se souber aproveitar, teu futebol cresce muito".
O Internacional tem 37 pontos no Brasileiro.
