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Libertadores: Ceni lamenta queda do Flamengo: 'Se vencesse nos pênaltis, seríamos heróis'

Após a eliminação na Conmebol Libertadores para o Racing, o técnico do Flamengo, Rogério Ceni, explicou por que tirou Everton Ribeiro e Arrascaeta no 2º tempo, e também revelou o motivo de só ter colocado Pedro na parte final da partida.

"O Pedro vinha tratando a lesão, treinou apenas dois dias com a gente, não tinha condições de jogar mais de 30 minutos. Ou seja: eu teria que tirá-lo ainda no 1º tempo, ou começar com ele no 2º tempo, e aí ele não teria a condição física necessária para terminar a partida. Seguramos o máximo que deu para colocá-lo com eficiência em campo", afirmou.

"Do Everton Ribeiro e do Arrascaeta eu gosto muito, mas preferi deixar dois jogadores de velocidade (nas pontas), o Vitinho e o Bruno Henrique, com o Pedro centralizado. Foi assim que conseguimos o empate, com um jogador a menos. Isso deveria ser valorizado também", seguiu.

"Se o resultado nos pênaltis tivesse sido diferente, seríamos tratados como heróis. Como a gente não conseguiu, tem agora que dar explicações... Sendo que tivemos 70% de posse de bola com 10 (jogadores) contra 11, 15 escanteios contra nenhum deles... Futebol tem o imponderável, e a gente não pode controlar", lamentou.

Ceni admitiu que a queda ainda nas oitavas da Libertadores terá um "peso gigantesco" sobre o elenco.

"O peso da eliminação é gigantesco. A Libertadores tem um significado enorme, é o maior campeonato que jogamos na América do Sul. então, não há como mensurar o tamanho do prejuízo, não só financeiro, mas também de confiança que essa queda pode vir a ter", reconheceu.

"O que temos que fazer é continuar firmes, trabalhando e tentar fazer a equipe trabalhar mais para buscar o (título do) Brasileiro", emendou.

Por fim, o treinador disse que não se sente pressionado no cargo e mostrou confiança em seguir implementando seu trabalho na Gávea.

"Acredito que posso continuar fazendo meu melhor todos os dias, que foi o que propûs quando vim para cá. Posso controlar o trabalho, tentar melhorar a intensidade, fazer o time pressionar mais, conseguir rodar mais a quilometragem no jogo, a parte técnica e tática... Só não posso controlar o resultado. Isso, infelizmente, não é possível", discursou.

"Só tenho coisas boas para falar sobre meus atletas. Mas não dá para controlar o resultado final do jogo. Para mim, vir para o Flamengo foi uma oportunidade fantástica na vida. Infelizmente, a Libertadores fica para trás, e nos resta agora o Campeonato Brasileiro", encerrou.