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Botafogo: Bruno Lazaroni diz que 'faltou convicção' em seu trabalho: 'Acreditava muito que a gente poderia dar continuidade'

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Ex-treinador do Botafogo diz que faltou convicção da diretoria em seu trabalho: 'Estaria numa situação melhor hoje' (2:33)

Comandante ficou à frente do clube por 27 dias (2:33)

O Botafogo não vive um momento nada fácil na temporada. Vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, elegendo presidente nesta terça (24), que estará à frente do clube pelos próximos quatro anos e com seu quarto treinador na temporada. Um deles, com passagem curta, foi Bruno Lazaroni.

Em entrevista ao ESPN.com.br, o ex-treinador do clube carioca falou sobre todo o processo que teve no Glorioso em 2020. Desde a efetivação como treinador até sua demissão após a partida contra o Cuiabá, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

“Recebi com tranquilidade. Muito feliz pela trajetória que tive no clube. Entrando como estagiário e passar por todas as funções. Quando me deram a notícia, eu tinha acabado de sair do hospital, por conta de uma cirurgia que tinha feito. Mas me coloquei à disposição para ajudar ao clube no que fosse necessário. Período curto que, apesar das dificuldades, conseguimos tirar a equipe da zona de rebaixamento. Conseguimos ficar três jogos, com duas vitórias e um empate. Estávamos buscando uma evolução, depois que perdemos o primeiro jogo da Copa do Brasil para o Cuiabá, veio a decisão de interromper o trabalho pela diretoria. Mas, muito feliz e muito satisfeito, principalmente pela forma que fui tratado pelos jogadores após minha saída”, começou por afirmar.

Sobre a demissão, Bruno Lazaroni entende que faltou convicção da diretoria do Botafogo em acreditar na continuidade do seu trabalho para que os resultados concretos pudessem aparecer.

“Acredito que os clubes têm essa prerrogativa. Podem decidir o futuro dos seus funcionários quando entenderem. Não só dos clubes, mas de qualquer outra empresa. Preterir um funcionário se achar que não está satisfazendo os seus interesses. Faltou convicção. Como falei, você fazer um processo seletivo, identificar o perfil do profissional, a forma que ele gosta de trabalhar, se ela se encaixa no clube, e tomar uma decisão a curto, médio ou longo prazo de acordo com os resultados ou qualquer critério que achem essenciais para a continuidade no trabalho”.

Por fim, o treinador afirmou que acreditava que poderia colocar, a partir do trabalho que vinha fazendo com a comissão técnica e o elenco do Botafogo, o clube carioca em uma posição melhor do que a que se encontra atualmente no torneio nacional.

“Ao meu ver, tem que analisar o trabalho como um todo. Os resultados vão ser sempre os maiores fatores, mas avaliar a metodologia, como está sendo gerido o grupo. Eu saí do clube com 53% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro. 44% de aproveitamento nos jogos que fiz esse ano. E todos os outros jogos que fiz como interino. Se não me engano, nove jogos. Tudo em competições nacionais, não participei nos estaduais. E, acredito, que com esse tipo de aproveitamento, o Botafogo estaria numa situação melhor hoje. Não querendo me gabar, mas acreditando muito na minha forma de trabalhar, como o grupo era gerido, a resposta que nos davam. Acreditava muito que a gente poderia dar continuidade ao trabalho. Mas, como disse, o comitê de gestão pode tomar a decisão pela continuidade ou não de qualquer outro funcionário. Até porque, quando um treinador recebe uma proposta, acaba tomando a decisão por sair. Então as duas partes têm que estar contentes para dar continuidade ou não no trabalho”.

O Botafogo está na 19ª colocação na tabela de classificação do Brasileirão com 20 pontos conquistados. Na próxima quarta-feira (25), o Glorioso vai até Belo Horizonte encarar o líder Atlético-MG, no Mineirão, às 21h30.