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Dunga revela tentativa de levar Adriano para o Inter em 2013 e motivo de negócio não ter se concretizado

Em 2010, a seleção brasileira chegava para a disputa da Copa do Mundo da África do Sul sob bastante expectativa. A queda para a Holanda nas quartas de final expôs feridas e dúvidas sobre jogadores que ficaram de fora e poderiam ter feito a diferença naquele mundial. Um deles era Adriano.

Recém-campeão brasileiro pelo Flamengo, Adriano também foi artilheiro daquela edição do Campeonato Brasileiro com 19 gols. O atacante fez parte das listas de convocação até o final, mas acabou preterido por conta do extracampo polêmico.

Em entrevista ao ESPN.com.br, o técnico Dunga contou abriu o jogo sobre ter alertado o atacante das decisões fora do campo e revelou uma proposta que fez ao jogador para tentar levá-lo ao Internacional após sua saída do Corinthians.

“Não, depois da Copa do Mundo não. Eu falei quando ele estava na Seleção Brasileira, chamei ele, coloquei o que eu pensava e o que eu queria dele naquele período, até a Copa do Mundo. E na semana que a gente voltou da Copa do Mundo, o Jorginho foi acompanhar os treinos no Flamengo, a gente ia acompanhar os treinos de alguns clubes brasileiros, e ele não apareceu. Eu queria contar com ele porque um jogador como o Adriano tem o respeito, não só dos adversários, mas também era muito querido pelos jogadores”, começou por afirmar.

“Nunca me perguntou. O contato que eu tive com ele depois foi que eu quis trazer ele para o Internacional, quando eu fui treinador do Internacional, trazer ele, mas daí houve polêmica com os dirigentes lá, o acerto que foge da questão técnica, que era uma questão mais do clube, não conseguimos trazer ele para o Internacional. Foi logo depois que ele saiu do Corinthians”, continuou.

Sobre os motivos que o fizeram não levar o atacante, na época, do Flamengo, Dunga abriu o jogo sobre a conversa que teve antes do último amistoso preparatório do Brasil. No entanto, revelou que o atleta voltou a errar, faltando treinamentos no Rubro-Negro Carioca e que pesaram para a não convocação final.

“Eu levei o Adriano no último amistoso e conversei com ele o que eu pensava e coloquei algumas, não digo condições, nós combinamos. De ao invés de sair 10, sair cinco, ao invés de beber 10 cervejas, tomar cinco. Que tinha que ter um comportamento, que faltava pouco tempo para a Copa do Mundo e nós voltamos daquele jogo, acho que foi na Inglaterra, e ele ficou uma semana sem treinar no Flamengo. E aí fica difícil de eu controlar o grupo, de eu controlar disciplina no grupo, a cobrança ia ser muito grande em cima da seleção brasileira. Agora, sem dúvida nenhuma, era um jogador que, quando entrava em campo ou nos treinamentos, nunca incomodou, treinava o tempo que eu queria, da forma que eu queria, do jeito que eu queria. Nunca teve problema dentro do treinamento", finalizou