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Nández, ex-Boca, foi um dos que iniciou pancadaria com Felipe Melo e agora encara o Brasil

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Uma das opções do técnico Óscar Tabárez para o jogo contra o Brasil, nesta terça-feira, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, o uruguaio Nahitan Nández tem um histórico curioso com os brasileiros.

Na fase de grupos da Conmebol Libertadores de 2017, ele foi um dos jogadores do Peñarol que protagonizou uma briga campal contra o Palmeiras no Uruguai.

Após o juiz apitar o fim da partida, que terminou com vitória alviverde por 3 a 2, Nández esteve entre os uruguaios que começou a confusão. Felipe Melo acertou um soco no rosto de Matías Mier. Vários atletas, incluindo o trio, foram punidos com ganchos pesados pela Conmebol.

“É o típico jogador com mentalidade uruguaia. Tem grande capacidade de competitividade e até nos treinos era diferente. Os treinos para ele eram jogos. Ele brigava e, se precisasse bater, ele batia para poder ganhar”, disse Bressan, ex-companheiro de Nández no Peñarol, ao ESPN.com.br.

No ano seguinte, o meio-campista foi comprado pelo Boca Juniors e cruzou com Felipe Melo outra vez na fase de grupos da competição continental em La Bombonera. O brasileiro, porém, se recusou a cumprimentar o uruguaio no primeiro duelo entre as equipes, que terminou com vitória brasileira.

O palmeirense fez elogios ao rival e disse que não tinha nada contra o meio-campista, mas que “não iria cumprimentar quem não queria vê-lo”.

Meses depois, Nández minimizou o fato e chamou Felipe de “amigo” antes de se vingar do brasileiro em grande estilo. A equipe argentina eliminou o Palmeiras na semifinal da Libertadores com duas vitórias.

Carreira de Nández

Revelado nas categorias de base do Peñarol, Nández subiu aos profissionais aos 18 anos (em 2014) com o treinador Jorge Fossatti. No começo de 2017, ele virou o capitão mais jovem da história do time carbonero: 21 anos e 39 dias.

“Ele era jovem, mas tinha um grande espírito de liderança. Os uruguaios têm um perfil diferente. Por isso, mesmo sendo um país tão pequeno, forma tantos jogadores bons. A questão da atitude é muito forte comparada com outros países, inclusive o Brasil. Temos dificuldades para jogar contra uruguaios”, afirmou Bressan, que jogou por Flamengo e Grêmio, e hoje atua no Dallas-EUA.

Cobiçado por vários times italianos desde aquela época, Nández foi para o Boca Juniors antes de ser vendido por 18 milhões de euros (116 milhões) ao Cagliari no meio do ano passado.

Titular absoluto do time da Sardenha, o meio-campista já teve seu nome ligado a clubes como Arsenal, Chelsea, Napoli e West Ham.

Presente na seleção desde as categorias de base, Nández foi capitão da equipe no Mundial sub-20 de 2015, quando os uruguaios caíram nos pênaltis para o Brasil - que tinha Gabriel Jesus - nas oitavas de final.

Ele também esteve presente na Copa do Mundo de 2018 – foi titular em quatro das cinco partidas que o time fez na competição - e na Copa América de 2019.