Celeiro infindável de destaques do futebol, o Brasil segue revelando jogadores para o cenário mundial. Alguns deles, inclusive, nunca atuaram profissionalmente aqui. E esse é o caso de Caio Lucas, que ganhou projeção atuando fora do país, mas ficou famoso 'dentro de casa' após disputar nada menos do que o Mundial de Clubes da FIFA.
Natural de Araçatuba, o atacante foi um dos destaques da competição em 2018 com o Al Ain, dos Emirados Árabes, que representava o país-sede no torneio. Surpresa, o time chegou à grande final após eliminar o poderoso River Plate, então detentor do status de campeão da Conmebol Libertadores. O gol que fechou o placar, inclusive, foi marcado pelo brasileiro, que recentemente completou a marca de 250 jogos na carreira.
“Foi uma sensação incrível chegar nessa marca. Jamais imaginei chegar onde estou. Completar 250 jogos é um feito grande para mim. Pretendo completar muito mais. É só o começo, se Deus quiser”, afirmou Caio, destacando esta competição como o momento de maior destaque na carreira.
“Creio que o momento mais especial dessa marca foi o Mundial de 2018, uma competição tão grande e importante, poder jogar e ser o segundo melhor jogador da competição. Foi um dos momentos mais especiais da minha carreira. Tenho muitos objetivos e um deles, claro, é esse de chegar em 100 gols. Se Deus quiser, não demora muito”, afirmou.
Após eliminar o River Plate, Caio foi eleito segundo melhor jogador daquele Mundial de Clubes, superado apenas por Gareth Bale, campeão com o Real Madrid. Destaque na competição, o brasileiro chegou ao Benfica em 2019, com contrato até 2024. Em 2020, o jogador chegou por empréstimo ao Sharjah, de volta aos Emirados Árabes, por empréstimo.
Mesmo com tanta rodagem internacional, Caio Lucas carrega a marca de nunca ter feito uma partida como profissional por um clube brasileiro. Com passagens ainda na base pelo São Paulo, o atacante chegou à categoria principal defendendo o Kashima Antlers, do Japão, em 2014.
Aos 26 anos, o brasileiro revelou que não se incomoda com o fato de nunca de 'jogado em casa', mas não descartou atuar por uma equipe do Brasil no futuro.
“Arrependimento nenhum de não ter jogado no Brasil. Sou muito grato a Deus por tudo que aconteceu até hoje, foram momentos incríveis fora do Brasil. Claro, se um dia tiver oportunidade de jogar no Brasil, conversarei com minha família e empresário e, se for uma boa opção, posso jogar sim. Seria uma honra”, afirmou.
