Pressionado pela sequência de quatro rodadas sem vencer e vendo a liderança cada vez mais distante, o Barcelona terá uma missão clara neste sábado (07), no retorno da equipe ao Camp Nou: vencer o Real Bétis, para tentar iniciar uma reação dentro desta temporada de LaLiga.
O clube catalão é o 12º colocado no Campeonato Espanhol, com 8 pontos, quatro a menos do que a equipe da Andaluzia, que ocupa atualmente a 7ª colocação. Esta partida, pela 9ª rodada de LaLiga, terá transmissão ao vivo e exclusiva na ESPN Brasil e no ESPN App, a partir das 12h15 (de Brasília).O ESPN.com.br acompanha o jogaço em tempo real, com vídeos de lances e gols.
E além de um confronto frente um time melhor colocado na tabela, o Ronald Koeman reencontrará um velho desafeto: Joaquín. O meia espanhol trabalhou com o técnico na temporada 2007/08, quando o holandês teve a missão de comandar o Valencia no Campeonato Espanhol.
Em entrevista nesta semana à rádio Cadena SER, o jogador relembrou a relação que ficou marcada pela turbulência entre ambos.
“Não foi a experiência mais legal da minha carreira, realmente não foi agradável. Não vou cumprimentá-lo e ele vai me cumprimentar”, disparou o espanhol, que garantiu: não contrataria o holandês se fosse presidente de um clube. “Não consideraria nem como roupeiro. Felizmente não durou muito e conseguimos salvar a temporada. O que aconteceu lá foi ruim”, afirmou.
Essa, no entanto, não foi a primeira troca de farpas pública entre os dois. Em 2008, no auge do conflito, o noticiário esportivo espanhol ferveu com fortes declarações de todos os lados, principalmente após a demissão de Koeman.
“Em casa, muitas vezes corríamos como galinhas sem cabeça. Uns para um lado, outros para o outro. E não foi só uma vez, mas muitas. E isso mostra que a equipe estava perdida em campo”, disse Joaquín em uma das primeiras entrevistas coletivas após a queda do treinador, que respondeu logo sem seguida.
“Pareceu muito estranho que depois que a diretoria decidiu afastar Cañizares, Albelda e Ângulo do elenco, eles continuaram treinando com o resto da equipe e entrando no vestiário. Eles criaram uma atmosfera negativa com o apoio de outras pessoas, como Joaquín. Jogadores assim custavam 30 milhões de euros, mas valem 30 euros”, disse Koeman à televisão holandesa Het Gesprek.
Dias depois, foi novamente a vez de o meia espanhol voltar a dispara contra do treinador, em entrevista à já extinta ABC Punto Radio.
“Ele destruiu a equipe em cinco meses, ganhou 7 milhões de euros e ainda por cima não teve vergonha na cara de se despedir do vestiário. Ele fala coisas agora ao invés de dizer frente a frente. Koeman não sabia explicar seu próprio sistema de jogo. Às vezes nós tínhamos que levantar e explicar as falhas da equipe no quadro. A única coisa com que Koeman se importava era em beber cinco ou seis garrafas de vinho no jantar”, disse.
Além das questões com o desempenho do Valencia, Joaquin colocou em Koeman uma parcela grande de culpa por ter ficado fora da convocação final de Luis Aragonés para a Eurocopa de 2008, quando a Espanha terminou com o título, após bater a Alemanha na grande decisão.
“Quando a equipe teve muitas lesões, joguei como atacante sem problemas. Joguei contra Barcelona com uma entorse. Posso contar tantas coisas. Nunca o desrespeitei. Sempre procurei manter uma boa relação, especialmente por ele ser o técnico e eu queria jogar”, disse Joaquin, revelando uma conversa particular com Koeman.
“Nos encontramos em um quarto de hotel. A relação dele comigo nunca foi boa. Ele começou a me dar patadas uma atrás da outra. Nos jogos que Aragonés vinha me ver, ele não me colocava. Falei tudo isso a ele. Disse que achava que ele queria me irritar desde que chegou. Mas o mais surpreendente é que ele reconheceu isso Koeman me prejudicou e ainda tem a pouca vergonha de dizer coisas de mim. Ele não tem toda a culpa por eu não ir ao Eurocopa, mas tem 99% dela”.
