Fernando Diniz analisou a queda do São Paulo para o Lanús na Copa Sul-Americana nesta quarta-feira (4). O Tricolor saiu perdendo, conseguiu uma virada inacreditável aos 44 minutos do segundo tempo, mas sofreu o gol da eliminação aos 48. Na entrevista coletiva, o técnico apontou o que para ele foi o principal problema no Morumbi: a apatia na etapa inicial.
Para Diniz, o Tricolor entrou relaxado demais no primeiro tempo, talvez como reflexo da goleada sobre o Flamengo, no domingo (1), pelo Campeonato Brasileiro.
"Não dá para saber porque entrou tão desligado, mas concordo que a gente fez um primeiro tempo ruim que não poderia ter feito. O jogo do Flamengo acabou domingo. A gente trouxe, talvez, um pouco do jogo do Flamengo para o primeiro tempo de hoje e não pode. O jogo do Flamengo acabou domingo, foi bom para domingo. Para hoje tinha que fazer o que fez no segundo tempo, com a mesma agressividade, com a mesma entrega, que a gente provavelmente teria ganho o jogo, até com uma certa diferença", afirmou.
O comandante são-paulino também analisou as substituições feitas após o quarto gol do São Paulo, feito por Gabriel Sara a um minuto do fim do tempo regulamentar. Diniz chamou Léo Pelé e Arboleda, para ganhar força nas jogadas aéreas defensivas, mas as trocas não evitaram a reação do time argentino.
"Isso aí é usar do resultado do jogo para fazer a pergunta. Você só pode fazer uma análise quando vai fazer a alteração, a gente tava jogando sem nenhum zagueiro. A única chance dos caras ia ser a bola aérea porque eles já tinham colocado um monte de zagueiro, a gente tinha que repor a zaga. O futebol todo mundo quer uma ciência exata, a atitude técnica tem que ser elogiada, não tem que ser questionada em nada, absolutamente nada", disse o treinador.
"É a mesma coisa que você estar perdendo o jogo e ter que colocar atacante para fazer o gol. Não tem como fazer esse tipo de questionamento, a substituição é aquela. É aquela pergunta quase sem sentido. É achar um erro, achar um culpado para ficar justificando resultado, a gente não aprende. Se tivesse feito um gol seria bom? Não tem uma ciência exata", completou.
Esta foi a terceira eliminação do São Paulo em 2020, após derrota para o Mirassol, nas quartas de final do Campeonato Paulista, e a queda na fase de grupos da Conmebol Libertadores. Fernando Diniz analisou o desempenho tricolor nos jogos eliminatórios: são 14 gols sofridos em cinco partidas.
"Perdeu os jogos, não sei se é por conta de maturidade. Isso aí é especular e eu não vou ficar especulando o que falta. A gente tem que ter uma certa humildade para saber que tem coisas que você não consegue explicar. O gol com o Fortaleza, esse, a gente estava com a zaga postada, o time todo lá atrás, a gente estava com os 10 caras próximos da bola e tomou o gol. Se posicionou mal, não soube se concentrar no momento, podem ser várias coisas, mas é ficar especulando para justificar o que aconteceu no jogo. Não podia ter tomado o gol e tomou".
