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Lazio corre risco até de exclusão do Italiano após polêmica envolvendo jogadores com COVID-19

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Uma vitória e um empate, além da expectativa de se sair bem contra o Zenit, em São Petersburgo, nesta quarta-feira (4), pela terceira rodada da Champions League, refletem o melhor momento da Lazio na temporada. Mas há uma ameaça no horizonte celeste, que inclusive pode tirá-la de todas as competições que disputa.

Essa seria a pena máxima por ter ignorado a regra de afastar do elenco os jogadores que testaram positivo para COVID-19. Dois deles atuaram contra o Torino, no domingo (1º), e tiveram contato com atletas que enfrentam o Brugge e viajaram para a Rússia.

Os protocolos da Uefa e da liga italiana são bem rigorosos quanto a isso, com penas que vão de multas, perda dos pontos, rebaixamento (no caso de torneios nacionais) e a exclusão das competições (algo ainda inédito neste ano de pandemia).

Os jogadores que testaram positivo são Ciro Immobile (artilheiro da última edição da Série A, com incríveis 36 gols), Lucas Leiva e Thomas Strakosha. Eles não viajaram para a Rússia para o jogo desta quarta-feira (4) nem atuaram contra o Brugge. Mas os dois primeiros enfrentaram o Torino, enquanto o terceiro ficou no banco de reservas no mesmo jogo.

Inclusive, Immobile converteu um pênalti já nos acréscimos do duelo, tento importante e que recolocou a Lazio na partida, ao empatar por 3 a 3. Minutos depois, antes do apito celeste, o time alcançou o gol da vitória por 4 a 3.

O Ministério Público da Itália já abriu uma investigação para averigar uma possível violação do protocolo de saúde pela Lazio. Segundo o jornal “La Gazzetta dello Sport”, o órgão público já entrevistou o presidente Claudio Lotito e o médico do clube Ivo Pulcini, antes de obter os relatórios dos testes swabs realizados antes dos dois últimos jogos.

Os mesmos relatórios foram disponibilizados para a federação italiana e para a Uefa.

A gravidade da violação é avaliada de acordo com o risco para a saúde dos jogadores, funcionários, árbitros e todos os profissionais expostos à infecção do COVID-19, bem como a “intenção verificada de alterar o curso ou o resultado de uma partida de competição”.

Em entrevista ao site “IlCiriaco.com”, Massimiliano Taccone, presidente do conselho de administração da Futura Diagnostica (laboratório que conduziu os testes no elenco da Lazio), disse que o procedimento atende tanto o protocolo italiano como os das competições Uefa. E explicou o que pode estar causando tanta confusão e colocando a Lazio no banco dos réus.

“Ao contrário da grande maioria dos laboratórios, nós analisamos três genes e não só os dois genes clássicos. Dentre esses três, há um gene da família dos coronavírus que não é específico para COVID-19. Então, com nossos laboratórios, relatamos o gene positivo, mas esse não é um gene que infecta”, disse Taccone, em uma interpretação que pode favorecer a Lazio.

“Não vamos entrar no mérito, especificamos a positividade deste gene e o que ele implica. Colocar o jogador para jogar não depende de nós mas sim do corpo clínico da equipe. Certamente eles não são ingênuos na Lazio, eles sabem o que estão fazendo", disse.