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Corinthians x América-MG: Lisca revela que recusou dois da Série A e 'disseca' time de Mancini

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Lisca 'Doido' conta que recebeu convites para treinar times da Série A e explica por que ficou no América-MG (2:13)

O técnico também revelou que chegaram propostas de times da segunda divisão do Brasileirão e da Arábia Saudita e se disse a favor de um 'limite' de equipes por ano (2:13)

Principal competição mata-mata do futebol brasileiro, a Copa do Brasil começa nesta quarta-feira (28) para o Corinthians. Ainda tentando se distanciar da zona de rebaixamento no Brasileirão, o Timão volta atenções para o duro confronto diante do América-MG, na primeira partida das oitavas de final, na Neo Quimica Arena.

Uma das sensações da Série B, o Coelho chega a São Paulo com uma invencibilidade que já dura mais de um mês. Apontado como um dos pilares da boa campanha do time na Série B, Lisca reencontra o time paulista após um ano na Copa do Brasil. O treinador, no entanto, poderia ter aceitado outros rumos para a carreira.

Em entrevista exclusiva à ESPN Brasil, o treinador gaúcho abriu o jogo pela primeira vez sobre ter recusado a proposta para comandar a equipe do Cruzeiro, que agora é comandada por Felipão. Segundo Lisca, a investida do time celeste não foi a única recebida nos últimos tempos.

“Graças a Deus esse trabalho no América está abrindo algumas portas para mim. Já recebi dois convites de Série A, um de Série B, e um da Arábia Saudita. Mas nesse momento, conversei bastante com a minha esposa, que é quem a gente sempre consulta, momento e plano de carreira. E vou optar por esse ano permanecer aqui no América até o fim da competição. A não ser que o América me dispense, e ninguém está livre, sei bem disso. Daqui a pouco tomo três ou quatro pancadas, e o futebol brasileiro a gente sabe como é. O limite é três ou quatro jogos. Infelizmente ainda é assim”, disse o treinador, apontando ainda um 'mea-culpa' em nome dos técnicos.

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Lisca 'Doido' revela que recusou 14 propostas em 2019 e abre o jogo sobre o motivo

'Eu consegui entrar no Hall da Série B', disse o técnico do América-MG

“É uma postura de profissional. A gente reclama muito, treinadores, de ter trabalho interrompido, de ser demitido sem muito critério. Mas a gente muitas vezes fica pulando de galho em galho, e sem cumprir com o clube aquilo que a gente acertou. Isso parte muito de nós, treinadores. Acho que tem que ter um limite de dois times por ano, no máximo. Tem companheiros meus que já estão no terceiro time. Acho isso muito ruim. Para o profissional, para o futebol e para o mercado”, afirmou.

Convites com o do Cruzeiro, atualmente na zona de rebaixamento da Série B, viraram uma constante na carreira do treinador. Segundo o técnico, foram mais de dez times que o procuraram no último ano apresentando propostas para brigar a nas partes de baixo da tabela.

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Lisca minimiza 'divisões distintas' de América-MG e Corinthians: 'Regulamento totalmente diferente'

'Na hora do jogo, é 11 contra 11', disse o treinador dó time mineiro

“Depois dos trabalhos e Náutico e Ceará consegui entrar nesse rol, de Série A, Série B. Na Série A aqueles clubes que lembram de mim são muito os vinculados na zona de baixo. O América está me ajudando a mudar isso. Em 2019, depois que saí do Ceará, recebi 14 convites. Mas todos, das séries A, B e C, vinculado à zonas de rebaixamento. Todos. Eu resolvi dar um passo para trás, ficar oito meses em casa, e esperar uma oportunidade como o América me deu. E por isso eu tenho valorizado o América”, disse Lisca.

Com nove jogos de invencibilidade em jogos da Série B e da Copa do Brasil, o Coelho disparou na tabela da segunda divisão, e assumiu a vice-liderança, com 35 pontos. A última derrota da equipe foi em 09 de setembro, quando foi superada por 1 a 0 dentro de casa pelo Figueirense.

O bom momento do América-MG na Série B contrasta com o do Corinthians, que tem uma missão clara desde que Vagner Mancini assumiu a equipe: se distanciar logo da zona de rebaixamento para permanecer na Série A. Para Lisca, contudo, a diferença de divisões das equipes influencia muito pouco em jogos da Copa do Brasil.

“É uma competição totalmente diferente, não nada a ver com a Série A e Série B. Na verdade o primeiro da Série B é o 21º time do Brasil. A gente não conta muito isso, a posição na Série A ou na Série B. Mas nós tivemos muitos embates de times da primeira divisão com outros da segunda e até terceira, que sempre incomodam. São dos jogos, o regulamento é totalmente diferente, é mata-mata. Não tem mais o gol qualificado, o que muda um pouco as circunstancias do jogo”, afirmou Lisca.

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“A gente está confiante de fazer um grande jogo, se apresentar bem como estamos nos apresentando. O resultado é consequência do desempenho, momento, de quem estiver mais inspirado na partida, quem se sobressair na parte técnica, tática, isso é o que define. Estar na Série A ou B, para um jogador, muitas vezes é circunstancial. Tem muitos jogadores da B que poderiam estar jogando na A. E muitos jogadores da A que já jogaram a B. Na hora do jogo são 11 contra 11. Diferente de divisão, o que vale é quem estiver melhor na partida”.

Mesmo com uma duríssima derrota, Mancini já conseguiu duas importantes vitórias à frente do Corinthians em jogos fora de casa, o que ajudou o time a se distanciar um pouco do Z4 do Brasileirão. Para o treinador do América-MG, a chegada do novo comandante ao Alvinegro já começa a 'mudar a cara' do Timão.

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Lisca se disse pronto para encarar a equipe corintiana

“Mancini já conseguiu introduzir alguma coisa nesses três jogos que ele fez. Um deles que teve um revés muito grande [goleada por 5 a 1 para o Flamengo em casa], que é difícil, mas deu a volta por cima no jogo contra o Vasco, mudando a característica da equipe botando um time mais veloz, mais rápido, com uma pressão mais forte no campo do adversário. Introduziu o Cazares no time, junto com o Mantuan. E sei que ele não vai pode jogar a partida porque está na [seleção] sub-20. Pode usar o Jô, e já mudar um pouco a característica. Pode botar o Vital por dentro e jogar com Everaldo aberto. Já terminou o jogo contra o Vasco assim. Estou me preparando para todas as situações que ele possa apresentar. Mas é um cara com muita experiência, campeão da competição lá no início da carreira”, concluiu.

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