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Goulart abre o jogo sobre ter deixado o Palmeiras em retorno repentino à China: 'Me seduziu muito'

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Contratado no início de 2019 com grande expectativa pela torcida do Palmeiras, o meia-atacante Ricardo Goulart teve uma passagem relâmpago e sem grandes momentos para relembrar com a camisa do clube paulista.

Sonho antigo da diretoria, o bicampeão brasileiro com o Cruzeiro em 2013 e 2014, ficou pouco menos de cinco meses no clube alviverde e rescindiu contrato para retornar ao futebol chinês.

Com contrato junto ao Guangzhou Evergrande, mas cedido por empréstimo ao Hebei Fortune, Ricardo Goulart conversou com exclusividade com a reportagem do ESPN.com.br.

O atleta abriu o jogo sobre o que mais o atrapalhou com a camisa do Palmeiras, contou e por que não conseguiu mostrar no clube paulista o vistoso futebol de anos anteriores.

“Não foi o que gostaria. Todos sabem disso, queria ter jogado mais, ajudado mais a equipe, mas infelizmente tive essa questão física e, quando vinha me recuperando, teve essa possibilidade de retorno à China. Estou muito feliz agora”, disse o atacante.

Goulart realizou 12 partidas com a camisa do Palmeiras e anotou quatro gols. Porém, com apenas quatro meses no clube, o meia-atacante recebeu uma sedutora proposta de retornar ao futebol da China, se recuperar da lesão no joelho que ainda o assombrava no time paulista, e ter até mesmo a oportunidade de se tornar nome da seleção chinesa, algo que foi preponderante para que Goulart assumisse o novo projeto e encerrasse a passagem relâmpago pelo Palmeiras.

"Foi me oferecido um projeto muito grandioso, algo que me valorizou muito como atleta, que me daria a possibilidade de atuar pela Seleção da China, defender o país. Isso me seduziu muito, seduziu minha família e decidimos por aceitar".

Aos 29 anos e com um contrato até 2023 com o Guangzhou, Goulart deixa claro que está feliz no futebol chinês e despista sobre um possível retorno ao Brasil e também ao clube paulista.

“Fico muito por fora de qualquer coisa, deixo tudo na mão do meu empresário [Paulo Pitombeira], que cuida disso para mim. E ele só traz para mim situações concretas mesmo, né? Então ele me trouxe o Palmeiras, pudemos ir e foi muito bacana, apesar de não ter conseguido jogar como eu queria”, finalizou o atacante.