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Pelé 80 anos: o surgimento e a transformação da mística camisa 10

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Pelé, 80 anos: A fantástica carreira do 'Rei do Futebol' (6:28)

Pelé completa 80 anos nesta sexta-feira (23/10) (6:28)

Edson Arantes do Nascimento completa 80 anos nesta sexta-feira. Apenas falar de seu apelido em qualquer lugar do mundo já é a referência suprema ao "Rei do Futebol".

Pelé, porém, gerou muito mais do que isso.

Ele transformou um artifício que era utilizado para ajudar na identificação de jogadores em algo sublime. O sinônimo de excelência no esporte.

A camisa de número 10.

"O número 10, todo mundo fala: antes do Pelé, era só um número. Eu nem sabia que tinha essa importância, mas realmente depois que nós fomos campeões do mundo em 1958, (eu era o) jogador mais novo com 17 anos e o número 10...", reconheceu o aniversariante em entrevista à série "Identidade FS", do canal Foras de Série.

"Depois, começaram a dar importância para o número 10, porque antes ninguém se preocupava por número".

E como isso foi possível?


Quando a numeração foi implementanda em 1939, os técnicos eram adeptos do sistema de jogo 1- 2-3-5. As camisas, assim, seguiam a ordem do esquema - 1 para o goleiro, 2-3 para os defensores, 4 a 6 com os meias e de 7 a 11 para os atacantes.

Na década de 1950, o sistema W-M chegou, mas o quinteto ofensivo manteve a sequência de números: 8 e 10 para os pontas-de-lança, 7 e 11 para os pontas, 9 para o centroavante.

Em 1956, Pelé estreava pelo Santos, mas ainda era reserva na equipe de Lula. Em 9 de dezembro daquele ano, porém, uma infelicidade alheia transformou sua vida.

Vasconcelos, dono da 10, fraturou a perna após o zagueiro Mauro Ramos de Oliveira, então no São Paulo, cair sobre ele. Com isso, veio a chance como titular para o jovem vindo de Bauru. E a partir de 1957, a camisa 10 começava a ter um novo significado.


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Pelé, 80 anos: A incrível história do primeiro gol do 'Rei do Futebol'

Pelé completa 80 anos nesta sexta-feira (23/10)

Convocado para a Copa do Mundo de 1958 na Suécia, Pelé não era titular da seleção brasileira de Vicente Feola.

"Como eu não fui um jogador que saiu daqui do Brasil como titular, então eu jogava e, coincidentemente, treinava com a camisa número 8, que era a camisa que eu jogava no Baquinho, em Bauru. Antes de vir para o Santos, eu era o número 8", contou em entrevista ao Esporte Interativo.

Os "deuses do futebol", no entanto, deram aquela ajuda para o reconhecimento eterno: o jovem de 17 anos seria o camisa 10 da equipe canarinho.

O próprio Pelé já deu versões distintas para o nascimento da mística:

- "Na época, numeravam os jogadores acho que pelo registro da federação, devia ser assim".

- "Na Copa do Mundo em 1958, na Suécia, fui o décimo atleta brasileiro a ser inscrito".

- "E aí chegou lá, no sorteio da Fifa, caiu a camisa número 10".

Mario Jorge Lobo Zagallo, o ponta esquerdo de Feola, tem outra recordação: "Não sei direito, mas acho que mandaram a numeração que puseram nas nossas malas, com as quais viajamos. Só pode ser essa a explicação, porque, me lembro muito bem, a minha mala tinha o número sete".


Titular a partir do último jogo da fase de grupos contra a União Soviética, Pelé liderou o Brasil ao primeiro título mundial com seis gols na Copa de 1958 (todos em mata-mata).

A reverência do povo sueco, o espanto dos jornalistas europeus e a pintura rabiscada a cada jogada colocaram o camisa 10 da seleção em um patamar até então nunca visto no futebol.

E que será eternamente sinônimo de genialidade.