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Palmeiras: após 'não' de Ramirez, líderes do departamento de futebol balançam e correm risco de demissão

Apesar da busca por um novo treinador, o Palmeiras também tem pressões internas e avalia até mesmo possíveis saídas de dirigentes em um futuro próximo. Segundo informações apuradas pelo ESPN.com.br, Anderson Barros, diretor de futebol do clube, e Cícero Souza, gerente de futebol, estão na corda bamba junto à diretoria do clube e correm até mesmo risco de demissão.

A situação ficou ainda mais difícil após a negociação frustrada com o treinador Miguel Ángel Ramírez, do Independiente Del Valle.

Após receber um 'sim' do espanhol, Anderson Barros e Paulo Buosi, este primeiro vice-presidente do clube, foram ao Equador em um jato cedido pela Crefisa/FAM, principal patrocinadora do Palmeiras, mas não conseguiram convencê-lo e voltaram sem um técnico para o Brasil. A informação foi veículada também por Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN, no blog do jornalista no portal Yahoo.

Parte da cúpula do clube, principalmente a ala ligada ao presidente Maurício Galiotte, estão insatisfeitos com o trabalho no futebol em 2020 e pressionam o mandatário por uma mudança estrutural. A falta de reposição à altura para atletas como Dudu, Bruno Henrique e Vitor Hugo é um dos temas que mais afetam a diretoria de futebol.

A reportagem apurou com fontes ligadas à diretoria do clube que Anderson Barros esteve próximo de deixar o Palmeiras junto com o técnico Vanderlei Luxemburgo após a derrota por 3 a 1 para o Coritiba, em pleno Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro.

Porém, a diminuição considerável das receitas por conta da pandemia da COVID-19, além da promessa do uso mais assíduo das categorias de base feita ainda por Galiotte no final de 2019, deram uma sobrevida e respaldo aos diretores.

A 'última chance' de ambos é a escolha por um novo técnico. Por conta da frustração na busca pelo 'plano A', a diretoria agora tenta encontrar um nome que tenha boa aceitação interna e também da torcida.