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Caso Robinho: presidente do Santos, Rollo explica por que decidiu contratar atacante

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Presidente do Santos diz que áudios de Robinho são 'gravíssimos', mas pondera argumentos da defesa: 'Se for absolvido, não vejo problema em voltar' (2:48)

Mandatário em exercício, Orlando Rollo falou sobre a situação do jogador nesta quarta-feira (2:48)

Presidente em exercício no Santos, Orlando Rollo se manifestou nesta quarta-feira em entrevista coletiva sobre a decisão de contratar Robinho. O clube suspendeu o contrato com o jogador diante da pressão de patrocinadores após a publicação de áudios que ajudaram na condenação do atleta por violência sexual na Itália, em 2017.

“Nós decidimos trazer o Robinho por uma razão bem simples: ele aceitou o chamado do Santos, em nos ajudar no momento mais difícil da história administrativa do Santos, aceitou ganhar apenas R$ 1,5 mil por mês, poso mínimo para um jogador profissional. É um grande ídolo do Santos, aceitou nosso chamado e veio para nos ajudar”, disse.

Ainda antes de abrir para as perguntas de jornalistas e ser questionado sobre a contratação, Rollo havia falado sobre Robinho e pedido “menos pedras” e “mais tolerância”.

“Decidimos em comum acordo uma licença do contrato, para que o atleta possa se defender. Não vou entrar no mérito se é culpado ou inocente. Não sou ninguém para julgá-lo, tem que ser julgado pelo juiz na Itália. Temos que apedrejar menos e ter mais tolerância.”

Em outro momento, repetiu o discurso e citou que, após o caso de estupro, ocorrido em 2013, Robinho já jogou pelo próprio Santos. Depois da condenação, porém, só atuou na Turquia.

“Sobre a condenação, vou repetir: quem sou eu para julgar? Sou policial, já prendi muito estuprador, mas temos que respeitar o processo legal. Só é culpado após trânsito em julgado. E esse caso aconteceu em 2013. Depois disso, ele já jogou no Santos, no Atlético-MG, na Turquia, na China... Nunca ninguém falou nada. Começaram a falar agora.”

Rollo também explicou o que pensa o Santos diante da suspensão do contrato de Robinho. A ideia é que se, em cinco meses, período do vínculo acertado entre as partes, o jogador seja inocentado em segunda instância na Itália, retornaria ao clube. Já em caso de nova condenação, a equipe buscaria a rescisão.

O dirigente falou ainda sobre sua reação ao ler as transcrições das conversas presentes na condenação, divulgadas na última semana pelo site “Globo Esporte”.

“Os áudios são gravíssimos, fiquei muito incomodado... Mas vou entrar em uma seara aqui que talvez nem devesse... O atleta e sua defesa alegam que alguns áudios não existem, alguns foram traduzidos de maneira equivocada, outros tirados do contexto. Não posso emitir juízo de valor. A sentença é de centenas de laudas. Nós só podemos tomar opinião analisando isso como um todo.”

“Tenho total desprezo do que foi dito naqueles áudios. Me senti incomodado, mas não podemos antecipar julgamento. Quem sou eu para julgar alguém? Quem tem que julgar é o juiz na Itália. A defesa fala em áudios fora de contexto, temos que aguardar o desfecho do processo”, encerrou.

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