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Presidente do Santos revela plano para manter Soteldo 'por mais alguns meses': 'Não gastamos um centavo e vamos faturar'

Depois do martelo batido sobre a permanência de Yeferson Soteldo no Santos, o clube agora tem um novo projeto para o venezuelano. Mantê-lo até o fim da temporada brasileira para depois aguardar que o Huachipato possa negociá-lo para evitar mais bloqueios financeiros e sair do transfer ban da FIFA.

Nesta quarta-feira, o presidente em exercício Orlando Rollo afirmou que a manobra consiste em dois pontos: o esportivo e o financeiro. Para isso, o clube faria um acordo com os chilenos, devolvendo 50% dos direitos do atleta e podendo faturar 10% na venda acima dos US$ 8 milhões, além de manter o atleta até o fim da temporada.

“Eu não quero que o Soteldo saia. O Orlando Rollo torcedor quer o Soteldo no clube, jogando pelo Santos. O gestor precisa trazer dividendos para pagar as dívidas. A gente precisa negociar de alguma forma. Tivemos proposta do Al-Hilal de US$ 7 milhões. Não vou entrar no mérito se a proposta é alta ou baixa, se as condições são boas. É o valor que o mercado trouxe”.

“Apresentamos essa proposta como determina o estatuto, três meses antes da gestão acabar. Até o momento, não houve acordo financeiro entre o atleta e o Al-Hilal. A gente precisa resolver essa questão. Procuramos o Huachipato, que divide com o Santos 50% dos direitos federativos. Apresentamos ao conselho deliberativo uma segunda proposta para que a gente consiga manter o Soteldo no Santos. A gente precisa manter aprovando essa proposta alternativa, prefiro essa proposta do que vender. Essa proposta traz vantagens, eu, de modo transparente, quero mostrar aos torcedores. Se o atleta aceitar, a gente consegue manter o Soteldo mais alguns meses”, completou.

Durante a entrevista, Rollo afirmou que a proposta apresentada é a melhor para o Santos. Segundo ele, segurar o atleta, evitar punições da FIFA e ainda faturar com um atleta que o clube não pagou ainda a compra efetuada em 2019.

“A gente resolve uma dívida antiga que gerou desgaste sem tirar um centavo do bolso. Porque o atleta está aqui e o Santos nunca pagou um real. Se aceitar a proposta, o Huachipato cancela o transfer ban. Vamos tirar o processo da Fifa contra o Santos. A gente tira da frente um risco de quem sabe ter que fazer frente em uma condenação de US$ 7,2 milhões de um segundo processo caso o Santos aceitasse a proposta e não repassasse 50% ao Huachipato. Na mesma ação, o Santos foi condenado em US$ 30 mil, a gente consegue cancelar essa condenação".

"O principal, a gente mantém o jogador no clube até o prazo que o Huachipato negocie o atleta. A proposta é basicamente os 50% que o Santos tem direito no papel, mas que nunca gastou pelo atleta, a gente transfere de volta, o Huachipato fica com 100% e mantém o atleta no clube até vender. A próxima janela é em janeiro, podemos manter até o fim de fevereiro. E o Santos tem uma dívida de R$ 1 milhão com o atleta, só pagou salário, não pagou luvas. O Huachipato pagaria. A gente mantém uma participação futura na transação”, contou Rollo, finalizando.

“Se o Huachipato vender por mais de US$ 8 milhões, a gente mantém 10% de uma futura negociação. Não gastamos um centavo e vamos lucrar no futuro. Temos muitos credores, se cair o dinheiro, a gente pode sofrer bloqueio judicial. E a gente evita uma multa de US$ 700 mil, pesada, caso a gente vendesse o jogador e não repassasse integralmente o valor. Estamos chegando em acordos bons para o Santos, para manter o atleta”, completou.