Em 2005, quando foi campeão do Campeonato Brasileiro, o Corinthians formou um elenco recheado de craques. Nomes como Tévez, Mascherano, Nilmar, Roger e Carlos Alberto eram protagonistas da equipe que conquistou o Brasil.
No entanto, o elenco alvinegro, além das estrelas, contava com nomes que vieram da base, diretamente do conhecido Terrão. Um deles era o volante Nilton, recém-chegado das categorias inferiores em 2005. Atualmente com 33 anos, em entrevista ao ESPN.com.br, o jogador revelou que, dos grandes atletas daquele plantel do Corinthians, o mais ‘mala’ era o argentino Javier Mascherano.
“Mascherano. Não é nem história, era o caso de ser educado. Eu dou bom dia, boa tarde, boa noite. Dei um bom dia e ele não falou nada, foi direto. Educação vem de casa. Vem de berço”, começou por afirmar.
Nilton ainda contou os bastidores do elenco alvinegro. O volante disse que Mascherano não tinha vontade de aprender o português, diferentemente do zagueiro Sebá Domínguez, que tentava aprender a língua. Em relação a Tévez, o terceiro estrangeiro do Timão em 2005, o volante afirmou que o atacante, atualmente no Boca Juniors, tinha uma relação próxima ao zagueiro Betão.
“Aquele lá (Mascherano) não queria aprender uma palavrinha em português. Nada. Não podia conversar com ele. Ele ficava muito com o Tevez, com o Sebá. O Sebá tentava o português. O Tevez é bem tranquilo, Betão tinha convivência melhor com ele, conseguia ter esse vínculo”, finalizou.
Em 2005, o Brasileirão ainda era disputado com 22 equipes. Após 42 rodadas, o Corinthians se sagrou campeão com 82 pontos conquistados, três a mais que o vice Internacional.
A competição ainda ficou marcada pelo escândalo de arbitragem envolvendo o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho e a manipulação de resultados.
