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Boca Juniors: Cartolas levantam suspeita sobre finanças e voltam a questionar Atlético-MG por Villa

Nesta quarta-feira, três ídolos e hoje dirigentes do Boca Juniors participaram de uma entrevista ao canal TNT Sports para falar sobre diversos assuntos. Dentre os temas, um possível desfalque nas contas do clube e a polêmica envolvendo Sebastián Villa no Atlético-MG.

Homens de confiança de Juan Román Riquelme (vice-presidente do time xeneize), Jorge Bermúdez, Marcelo Delgado e Raúl Cascini afirmam que a gestão anterior de Daniel Angelici não deixou nos cofres valores referentes a vendas de jogadores.

"O torcedor tem que saber... Há situações que temos que falar com naturalidade. O trabalho do dirigente é armar a equipe da melhor maneira, e pouco se fala de como a recebemos. Se alguém analisa a final (da Conmebol Libertadores) em Madri (2018), tem que ver Balerdi, Magallán, Nández, Benedetto e Barrios. Mas quando chegamos não estavam eles nem o dinheiro, mas sim a dívida de Salvio e Villa", afirmou "El Patrón" Bermúdez.

"As pessoas querem ganhar um jogo, e nosso trabalho é muito mais profundo. É o que vivemos no dia a dia. Nos diziam que íamos receber um clube que tinha vendido 90 milhões (de dólares) e só tinha 5", disparou.

Os dirigentes também comentaram a situação envolvendo Sebastián Villa, atacante acusado de agredir sua então namorada, e o possível interesse do Atlético-MG em sua contratação.

Na última terça, o jornal Olé publicou uma carta em que o Boca questiona o presidente alvinegro, Sérgio Sette Câmara, sobre ter dito que Villa não se enquadrava no Galo e depois ter feito uma oferta por ele.

Ao ESPN.com.br, o dirigente atleticano negou o interesse e ainda disse que o clube argentino estava com "dor de cotovelo" pela contratação de Zaracho, do Racing.

"Lamentamos muito o que aconteceu entre Sebastián e a namorada, não é que estamos tomando partido, mas temos que esperar a situação judicial sobre o tema. E não tomamos uma decisão quanto ao jogador ainda", começou Bermúdez.

"O que nos surpreende é que saia um presidente de um clube de outros país dizendo que não contrataria nunca a Villa, porque não tem a ver com os pilares fundamentais de seu clube, e depois chega uma oferta desse mesmo presidente para comprá-lo", continua.

Então, Raúl Cascini comenta: "E fala de um jogador nosso. Não é ético. Opinar sobre um jogador nosso, não há por que fazer. E hoje manda uma oferta por um jogador que supostamente não poderia entrar em seu clube. Isso é muito raro".

Bermúdez prossegue: "O que sugerimos é que ele esclareça seus pensamentos publicamente. Nós somos muito respeitosos pelos jogadores de outros clubes, não opinamos sobre jogadores que não são nossos".

"Por que um presidente de outro clube opina sobre a vida pessoal de um jogador dizendo que é alguém com problemas sociais ou que bate em mulheres (como ele quis dizer no Twitter) e no outro dia te manda uma oferta para comprar esse jogador? Do que estamos falando? Qual a intenção real?"

"É isso que queremos esclarecer, para poder entender se há ou não alguma seriedade na comunicação e na proposta que nos fizeram", concluiu o ex-capitão do Boca.