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França x Portugal: Do 'auxiliar' Ronaldo ao herói improvável, veja onde estão os personagens da final da Euro 2016

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Pogba filma resenha da seleção francesa durante partida de Uno na concentração (1:50)

No domingo, campeões do mundo enfrentam Portugal (1:50)

França e Portugal fazem um dos mais jogos aguardados da terceira rodada da fase de grupos da Liga das Nações da Uefa neste domingo (9), às 15h45. E não é para menos, afinal, essa será a 'revanche' de um jogo histórico, já que na última vez que as seleções se enfrentaram foi pela final da Eurocopa de 2016, quando Portugal faturou seu primeiro título da competição.

Naquele 10 de julho de 2016, o Stade de France (que também será o palco do confronto deste domingo, só que sem público) viu Cristiano Ronaldo sair lesionado após entrada de Payet aos 24 minutos de jogo e se tornar auxiliar do treinador Fernando Santos, de pé em boa parte do jogo no banco de reservas.

Além disso, aquela partida foi marcada pelo gol de Éder, um herói para lá de improvável, que saiu do banco para marcar o único gol do jogo para o lado luso aos 4 minutos do segundo tempo da prorrogação, para calar a torcida anfitriã e decretar o campeão.

Quatro anos, três meses e um dia depois, o ESPN.com.br foi atrás do paradeiro de alguns dos personagens daquele dia histórico para o futebol europeu.

O mocinho e o vilão

Muitos que acompanhavam aquela partida ficaram de coração quebrado ao ver Cristiano Ronaldo sendo atendido em campo duas vezes pelos médicos da equipe antes de ser obrigado a deixar o gramado, chorando, por conta de uma lesão. Mas esse lado da história teve um final feliz no episódio.

E o paradeiro de CR7 não é mistério. No fim daquele ano, ele conquistou a sua quarta Ballon d'Or e ainda emendou a quinta (sua última, por enquanto) no ano seguinte - ambas pelo Real Madrid.

Em 2018, porém, o ídolo português mudou de ares, rumo à Itália, onde defende a Juventus até hoje.

Do lado obscuro da história, está Dimitri Payet, responsável por 'quebrar' Cristiano naquele lance que o tirou do jogo. O francês estava em sua melhor fase, defendendo o West Ham, na Premier League. Pelo site Transfermarkt, por exemplo, ele chegou a ser avaliado em 30 milhões de euros em agosto daquele ano - o maior valor de sua carreira.

Hoje aos 33 anos, o ponta defende o Olympique de Marselha, onde chegou para sua segunda passagem em 2017, quando começou a perder o protagonismo no cenário internacional. Na Copa do Mundo de 2018 (em que a França se sagrou campeã), aliás, o jogador nem chegou a ser convocado.

Herói da noite

Éderzito António Macedo Lopes, mais conhecido como Éder, era mais criticado do que aclamado pela torcida portuguesa até aquela noite, mas ele entrou no lugar de Renato Sanches para marcar o gol do título português na prorrogação.

Naquela época, o atacante defendia o Lille por empréstimo do Swansea, e o time francês até chegou a comprá-lo em definitivo no mês seguinte à final da Euro por 4,5 milhões de euros. Posteriormente, chegou ao Lokomotiv Moscow, onde se encontra.

E pelo time russo, ele também foi herói em 2018, quando anotou o gol da vitória aos 43 minutos do segundo tempo de uma partida contra o Zenit para garantir o primeiro título da liga para o Lokomotiv desde 2004.

Ainda por lá, Éder tem 32 anos e é avaliado em 1 milhão de euros pelo Transfermarkt.

Aqueles que 'carregaram o piano'

O poderoso ataque francês foi anulado naquela final pela defesa portuguesa, formada pelos zagueiros Pepe e Fonte.

Eleito o melhor jogador da partida pela Uefa, Pepe foi o líder da equipe quando esta perdeu Cristiano Ronaldo. O zagueiro inclusive revelou após o jogo que manteve os companheiros focados com o discurso de "vamos ganhar por ele [CR7]".

O brasileiro naturalizado português defendia o Real Madrid, assim como Ronaldo, mas deixou a equipe após 10 anos em 2017, rumo ao Besiktas.

Mesmo aos 37 anos, Pepe segue firme na zaga do Porto.

O seu companheiro de zaga na oportunidade, José Fonte era capitão do Southampton há dois anos, tendo ficado sete com a equipe inglesa antes de passar por West Ham, Dalian Yifang, da China, e Lille, que defende até hoje, aos 36 anos.

Os goleiros

Ambos os goleiros fizeram manchetes após a vitória portuguesa - e por motivos bem diferentes.

Rui Patrício, de Portugal, teve muita ajuda da sua defesa para manter o 0 no placar do adversário, mas também teve seus momentos de brilho. Hoje goleiro do Wolverhampton, da Premier League, o veterano era, em 2016, um dos pilares do Sporting, de Lisboa, time que defendeu em 467 oportunidades.

Do lado derrotado, Hugo Lloris foi criticado ao final da partida por conta do lance do gol de Éder, pois alguns acreditam que aquela bola era perfeitamente defensável - um chute de longe, seco e rasteiro no canto.

Entre os citados neste texto, Lloris é o único que segue no mesmo clube desde aquele jogo. Ele é titular do Tottenham, da Premier League, onde chegou em 2012, quando negociado pelo Lyon. Aos 33 anos, o francês já tem 330 partidas pelo clube londrino.