O Barcelona conseguiu segurar Lionel Messi depois de seu pedido público para deixar o clube. O atual momento financeiro da equipe, porém, inviabiliza os planos de permanência para a temporada seguinte. É o que crava o jornal espanhol “El Confidencial”.
A reflexão vem depois de o Barça anunciar seu balanço da temporada 2019/20, com um déficit de 97 milhões de euros (R$ 639,2 milhões na cotação atual) e um fechamento de mercado com os fracassos nas contratações de Eric García e Memphis Depay.
Os dois jogadores em questão tinham acordos com o clube, mas não tiveram os negócios confirmados após o Barça falhar em assumir um custo total de 35 milhões de euros (R$ 231 milhões), respectivamente, com Manchester City e Lyon.
O único pedido atendido por Ronald Koeman para reforçar o elenco foi a chegada de Sergiño Dest para a lateral, possível após a venda de Semedo para o Wolverhampton.
Além do déficit milionário, as contas do Barcelona mostraram uma queda de 203 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) no faturamento e a dívida em 488 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões).
O impacto financeiro pela pandemia do novo coronavírus é maior do que em outros clubes. O Real Madrid, por exemplo, conseguiu fechar no azul, ainda que em apenas 300 mil euros (R$ 2 milhões aproximadamente), em número ainda não oficial, antecipado pelo jornal “Marca”.
“A Messi resta se adaptar ao cenário de crise até que chegue o momento de ir embora. O fará com a ameaça de que possa haver um novo corte e com outro papel no time”, escreve o jornal, projetando o argentino muitas vezes como um falso 9 após a saída de Luis Suárez, a falta de reforços para a posição e também o retorno do brasileiro Philippe Coutinho.
Ainda nas palavras do jornal, Messi viu o fechamento da janela de transferências “decepcionado” e enxergando o presidente Josep Maria Bartomeu como um “perdedor” – mesma visão que teria Koeman – por não ter conseguido fechar negócios encaminhados.
