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Advogado rebate Fernando e diz que jogador 'está mais preocupado com a parte financeira do que propriamente com a liberdade do Robson'

O advogado de Robson Oliveira, preso na Rússia há 564 dias por desembarcar no país com duas caixas de Mytedom 10mg (cloridrato de metadona, medicamento proibido em solo russo), falou ao jornalista dos canais ESPN Mauro Cezar Pereira, em seu blog no UOL, sobre a situação de seu cliente e criticou o jogador Fernando, ex-Spartak de Moscou e atualmente jogando no Beijing Guoan, da China.

Robson havia sido contratado para trabalhar como motorista na casa do volante brasileiro, e a substância proibida na Rússia que ele portava era destinada ao sogro de Fernando, que nessa semana se defendeu das acusações de que não tem feito nada para ajudar o compatriota e pediu até ajuda do governo brasileiro.

Veja abaixo a nota do advogado de Robson Oliveira, Olimpio Soares, publicada no blog de Mauro Cezar Pereira:

"Primeiramente queria aqui expressar minha insatisfação sobre como o Sr. Fernando Lucas Martins vem conduzindo o caso Robson. Isso mostra o quanto o mesmo está apenas preocupado com a parte financeira do que propriamente com a liberdade do Robson. Pois bem, ele soltou uma postagem em seu Instagram dando publicidade aos contratos de cooperação pactuados entre a minha pessoa e os sogros dele (senhor William e senhora Sibele Rivoredo).

A princípio não queria pactuar esse acordo tendo em vista que o Sr, Fernando não constava como parte cooperadora no contrato, em clara e manifesta ação para se eximir de qualquer responsabilidade judicial futura, ou seja uma ação de danos morais. Resolvi aceitar tendo em vista que se assim não fizesse, eles não aceitariam fechar o contrato para pagamento dos honorários advocatícios em Moscou, e não queria deixar o Robson com a defensoria Pública russa.

Reitero que o acordo foi firmado em bases exigidas pela parte do Fernando, sendo assim apenas aceitei as cláusulas impostas pelo advogado que defende os interesses do senhor Fernando. Do pagamento das minhas viagens, foi pactuado que seriam R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para as minhas despesas, tais como compra de passagens, hospedagem, locomoção, pagamento de tradutor e alimentação na cidade de Moscou. Importante salientar que esse valor cabe somente para essas despesas e não recebo um centavo a mais para ir até a cidade de Moscou e acompanhar o caso in loco. Foram pactuadas três viagens anuais para acompanhar o processo e assistir às audiências no tribunal de Kashira.

Como advogado do Robson e tendo a total confiança dele e de sua família, minha presença se fazia mais que necessária e importante. Vale ressaltar que o Doutor Pavel só aceitou fazer o contrato comigo com a condição de que não tivesse nenhum tipo de contato com o senhor Fernando e a senhora Rafaela, mulher dele, pois o mesmo teve sérios problemas de pagamentos à época em que fora contratado pelos mesmo, no mês de março de 2019.

O valor pago para o Robson no presídio de Kashira é ara o mesmo comprar itens básicos para sua sobrevivência. Foram exigidos por mim e a princípio rechaçados pelo advogado do senhor Fernando, só aceitaram pagar depois que a Rede Globo soltou uma matéria, assim o mesmo sentiu-se pressionado a aceitar essa grande exigência. Lembro que tenho tudo documentado em e-mails que trocamos na ocasião, eu e o advogado de Fernando, doutor Fernando Cassar. Informo ainda que até o dia de hoje, em momento algum o senhor Fernando, fez qualquer tipo de contato com Dona Vanda, mãe do Robson, seja para pedir desculpas ou perguntar se a mesma está precisando de algo. Isso, a meu ver, mostra o quanto estão preocupados com tudo que fizeram com o Robson e sua família.

Lembro ainda que sequer foram pagos os salários da senhora Simone, a qual foi praticamente posta dentro de um avião e mandada de volta para o Brasil. Nunca mais entraram em contato com a mesma. Termino aqui mostrando que em momento algum afirmei que o senhor Fernando Lucas Martins deixou de pagar a defesa do Robson em Moscou, mas posso provar que ele não me paga e nem aceitaria nenhum tipo de contraprestação do mesmo. Quero apenas que ele e seus familiares, principalmente o senhor Willian, dono do remédio, se manifestem, deem depoimentos que sejam importantes para que a justiça russa veja Robson como uma vítima, não como um criminoso. Que comprem passagens e se desloquem até Moscou, já que estão mesmo dispostos a ajudar.

Que façam isso em juízo, em Moscou, SIMPLES!!!!!!! O pagamento não é um favor e sim uma obrigação!!!"