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Corinthians? Relembre como foi o único trabalho de Dunga em um clube

O Corinthians tem em Dunga em dos cotados para assumir o lugar que foi de Tiago Nunes e hoje é de Coelho, segundo Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN. Seria apenas o segundo trabalho do gaúcho em um clube, já que sua maior experiência foi na seleção brasileira.

No Internacional, foram dez meses como técnico em 2013. Antes disso, ele comandou o Brasil no ciclo da Copa do Mundo de 2010 e depois novamente entre 2014 e 2016.

Vivendo o dia a dia de uma equipe brasileira, Dunga viveu desgastes com alguns jornalistas, assim como foi na seleção. Também teve problemas dentro do clube, entre eles com Osmar Loss, que já comandou o Corinthians e hoje é coordenador das categorias de base alvinegras.

Dentro de campo, o aproveitamento foi de quase 60% em 52 partidas oficiais, com 25 vitórias, 18 empates e nove derrotas. Um bom início, com título gaúcho vencendo todos os Gre-Nais disputados, e uma passagem que terminaria após quatro reveses seguidos no Brasileiro.

“Nada como um dia após o outro! Este é o futebol”, escreveu Loss, em caixa alta, após a demissão de Dunga. Ele, que chegou a assumir o time principal do Corinthians em 2018, comandava o sub-23 do Inter na ocasião e, após atritos com o treinador da equipe de cima, deixou o Beira-Rio rumo ao Parque São Jorge, para assumir o sub-20.

Outro relacionamento de Dunga que não foi dos melhores nos bastidores: a imprensa. Foram alguns episódios de discussões com jornalistas em entrevistas coletivas.

Em uma das ocasiões, por exemplo, levou uma série de papéis para uma entrevista, com informações sobre jornalistas, e disparou: “Vim entregar o meu currículo ao Jeremias (Wernek, do UOL). É, afinal, ele disse que qualquer um pode comentar a Copa das Confederações, mas que eu não posso. Mas vi que ele se formou em 2009, quando eu já tinha disputado três Copas do Mundo e trabalhado como comentarista, enquanto ele estava se formando.”

Na verdade, Dunga confundiu o profissional com outro, Fabrício Falkowski, do Jornal Correio do Povo, que não estava presente, após críticas pelo convite que recebeu para comentar a Copa das Confederações pela Rádio Gaúcha. O técnico se desculpou com o jornalista.

Com os jogadores, porém, Dunga não teve qualquer problema. Teve como seu principal aliado o amigo D’Alessandro, quem o elogiou logo na chegada por “fechar muito com o grupo”. Quando o técnico já balançava, o argentino também falou contra a demissão.

O temperamento forte de Dunga, contudo, sempre teve presente. Na campanha do título estadual, o treinador “explodiu” em uma vitória sobre o Esportivo, quando acusou ser alvo de perseguição depois de ser expulso no segundo tempo daquela partida por reclamação.

“Estou marcado. Fizeram uma reunião na associação dos árbitros para me f...”, bradou, na saída do gramado. “Ninguém sabia (da reunião). As pessoas te falam, tu não vai atrás para ver se é verdade, às vezes pode ter sido coincidência”, completou na entrevista coletiva.

Já na seleção brasileira, Dunga classificou à equipe para a Copa de 2010 sem problemas e levaria a equipe até as quartas de final, caindo diante da Holanda. Esteve também nos Jogos Olímpicos de 2008, no qual caiu na semifinal após uma derrota por 3 a 0 para a Argentina.

Ganhou uma segunda chance na equipe verde e amarela após o vexame da Copa de 2014. Não resistiu, contudo, à queda ainda na fase de grupos da Copa América Centenário, em 2016, com derrota para o Peru. Foi o último trabalho de Dunga como treinador.