Jorge Messi e Josep Maria Bartomeu se reuniram nesta quarta-feira, em um primeiro encontro que durou pouco menos de duas horas e que, como esperado, não chegou a nenhum entendimento.
O Barcelona se mantém inflexível na postura de manter Lionel no elenco e descartou qualquer tipo de negociação tentada pelo pai do argentino, evitando qualquer acordo, segundo fontes da ESPN.
Depois de uma jornada enloquecedora, que começou na primeira hora da manhã com a chegada de Jorge Messi a Espanha, a reunião aconteceu nos escritórios do Camp Nou, com participação de Josep Maria Bartomeu e Javier Bordas por parte do clube e Jorge Messi, Jorge Pecourt (advogado) e Rodrigo Messi por parte do jogador.
A reunião, celebrada em um "ambiente cordial" segundo as fontes, durou pouco menos de duas horas e começou com Bartomeu contando para Jorge Messi o "choque" que foi para o clube receber a notícia da decisão de Messi e, além do mais, receber um burofax totalmente inesperado. A partir daí, as duas partes expuseram suas posturas "de palavra" e se afastando da frieza dos papéis... tudo para acabar o encontro com os mesmo problemas do início.
O Barcelona se mantém firme em apostar na continuidade de Messi na equipe, além de negociar uma renovação que mantém nos planos, com Bartomeu avisando que sua postura não mudará porque não irá engociar em nenhum caso a saída do jogador. Além disso, o presidente blaugrana pediu a Jorge Messi que o capitão se incorpore "o mais rápido possível" aos treinamentos porque é "o melhor para todos".
"Tem um contrato em vigor e um contrato muito claro" foi o principal argumento de Bartomeu, mostrando sua dispusição, e a do clube, a não tomar nenhuma medida disciplinar pela ausência de Messi no começo da pré-temporada, confiando que o argentino irá voltar e o clube recuperar a normalidade o quanto antes.
Choque
Porém a postura de Jorge Messi, apoiado pelas teses que Jorge Pecourt colocou sobre a mesa, se manteve intacta. Messi reafirma sua intenção de sair, considera encerrada sua etapa no Barcelona e crê ter o direito, tanto legal quanto pessoal, de sair, como expressou no burofax e repetiu na reunião.
O espírito da cláusula que remetia a dez dias após o final da temporada, marcada no contrato como data limite de 10 de junho, é considerada como utilizável em agosto pela parte de Messi, tomando o dia 23 do último mês como o verdadeiro último dia da temporada e é a partir deste dia que ele considera como direito sair do Barcelona.
Messi segue disposto a encontrar uma saída pacata, com boas maneiras, sem colisões e evitando criar um caso que, entende, não favorece a ninguém. O desejo do jogador é absolutamente firme.
De momento não está planejada outra reunião e ainda que se entenda que devem voltar a se encontrar, esse primeiro contato deixou claro que é um embate entre a noite e o dia... e será muito difícil encontrar um ponto em comum.
Risco
O Barcelona considera que a posição de Leo é cada vez mais difícil e incômoda, dando por certo que nenhum clube irá querer assinar com ele sem questionamentos, apoiando a tese do jogador e se expondo a um juízo futuro, nos próximos meses ou até daqui um ano, em que o clube que o contrate seja obrigado a pagar os 700 milhões de euros (R$ 4,4 bilhões) que o Barça mantém como preço da liberdade de Messi.
Na sequência, seguindo o a direção do que publicou o El País, a ESPN soube através de uma fonte próxima ao clube inglês que o Manchester City não tem a intenção de entrar em nenhum cenário que não seja a liberdade do argentino. "O City não dará nenhum passo até que as coisas estejam claras entre Messi e o Barça", revelou a fonte, garantindo que sem a carta de liberdade o clube britânico não entrará em nenhum tipo de conflito com o Barcelona.
A partir disso, e dando conta que o clube segue inflexível na sua postura, a posição de Messi pode ser vista como complicada... a não ser que consiga acionar a famosa cláusula que o libera de pagar os 700 milhões de euros e que, segundo seu advogado, é um carta definitiva. Carta esta que, segundo o clube, não existe.
