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Champions: 6 pontos cruciais para o hexa do Bayern de Munique

O Bayern de Munique garantiu a conquista de sua sexta Champions League na história ao vencer o Paris Saint-Germain na decisão por 1 a 0, neste domingo. Com isso, o ESPN.com.br listou seis pontos cruciais para entender o título dos bávaros na competição.

Os alemães juntaram-se ao Liverpool como terceiro maior campeão do torneio, com uma conquista a menos do que o Milan e sete atrás do Real Madrid. Além disso, o Bayern chegou a sua segunda tríplice coroa na história e foi o primeiro a vencer o principal torneio de clubes da Europa com 100% de aproveitamento.

Chegada de Flick

Desde que ele deixou de ser assistente para assumir o comando da equipe, o Bayern venceu 33 de seus 36 jogos e tem 92,6% de aproveitamento, sendo que está invicto há 29 partidas - sem perder desde dezembro - e vem de 21 vitórias seguidas. A recuperação de nomes importantes do elenco, o aumento de rendimento e a regularidade impressionante foram marcas do trabalho excepcional de Flick, que não era técnico principal desde 2005.

Gols de Lewandowski

É o franco favorito a conquistar a Bola de Ouro. Ganhou tudo o que disputou, sendo artilheiro em todas as disputas. Foi assim na Bundesliga, na Copa da Alemanha e agora na Champions, competição em que marcou 15 gols, dois a menos do que Cristiano Ronaldo em 2013-14, o que é o recorde em uma edição do torneio. O polonês fecha 2019-20 com 55 gols e nove assistências em 47 jogos.

Coletividade absurda

Lewandowski pode ter destoado com números absurdos, mas a chave do Bayern é a coletividade. Desde a chegada de Flick, todos os jogadores titulares cresceram, em menor ou maior proporção. Talvez o que menos tenha se destacado no segundo turno da Bundesliga foi Serge Gnabry, que viria a ser gigante nas quartas e na semifinal da Champions, competição em que anotou nove gols. Individualmente, todos estão muito bem; coletivamente, melhor ainda.

Redenções e revelação

Thomas Muller começou a temporada em baixa, frequentando bastante o banco de reservas; Jérôme Boateng já teve sua saída especulada e viveu períodos longe do seu auge; os dois ficaram de fora dos planos da seleção alemã, como foi publicamente anunciado pelo técnico Joachim Löw em março de 2019. Tudo parecia levá-los a uma realidade cada vez mais distante de seus auges.

Porém, sob o comando de Flick, antigo auxiliar de Löw, a dupla recuperou o espaço e o brilho no time que faturou a tríplice coroa. O meia-atacante ainda encerrou a temporada com 14 gols e 25 assistências em 50 jogos.

Além das redenções da dupla, houve uma enorme revelação com Alphonso Davies, que chegou para a atual temporada com apenas seis jogos pelo Bayern no currículo - nenhum como titular. O promissor atacante de 19 anos virou um dos melhores laterais-esquerdos do mundo em questão de uma temporada.

Meio de campo dominante

A enorme atuação de Thiago Alcântara na final contra o PSG diz muito sobre a qualidade dele e sobre a importância do meio de campo no jogo do Bayern. Seja na qualidade do passe, de recuperação de bola e onipresença de Thiago, Leon Goretzka e Joshua Kimmich, o setor dá fluidez ao jogo do time de Flick.

A pressão adversária dificilmente incomoda o setor e até parece agradar. Afinal, os espaços ficam mais evidentes para um Bayern que mescla da melhor forma a inteligência para ler o jogo e o dinamismo para criá-lo.

Mentalidade

Tecnicamente, impecável; psicologicamente, idem. Só com um nível de concentração altíssimo se dá para ficar por tanto tempo sem perder e com uma campanha de 11 vitórias em 11 jogos na Champions. Um 8 a 2 no jogo único das quartas de final expôs muitos problemas, que vão além do campo, no Barcelona, mas também deixou claro o foco por 90 minutos de um Bayern que chegou neste domingo a 21 vitórias seguidas.

Sem empolgação ou distração, seja o adversário ou a circunstância que seja, o Bayern mostrou mais do que nunca que é um clube predestinado a vencer.