<
>

Neymar dá assistência mágica, PSG atropela RB Leipzig e vai à final da Champions pela 1ª vez

O Paris Saint-Germain está na decisão da Champions League de forma inédita. Com uma grande atuação, a equipe não deu chances ao RB Leipzig e venceu por 3 a 0, nesta terça-feira, no Estádio da Luz, em Lisboa, pelo jogo único da semifinal.

O nome do confronto foi Ángel Di María com um gol e duas assistências. Marquinhos, que já tinha marcado contra a Atalanta, e Juan Bernat também foram às redes. Neymar, por sua vez, deu uma assistência espetacular de letra para Di María.

Na decisão, a equipe francesa enfrenta Lyon ou Bayern de Munique no domingo, às 16h (de Brasília) no Estádio da Luz, em Lisboa. A segunda semifinal ocorre nesta quarta-feira.

Até a atual edição, a melhor campanha do PSG era a semifinal de 1994-95. Agora, o clube tentará ser o segundo francês a ficar com a taça - o primeiro foi o Olympique de Marselha em 1992-93.

Os parisienses ainda são o quinto time do país a alcançar a decisão do torneio, após Reims (1955-56 e 1958-59), Saint-Étienne (1975-76), Monaco (2003-04). O Marselha, além do título, ainda foi vice em 1990-91.

Já o Leipzig vê chegar ao fim sua segunda participação na Champions - o clube fundado em 2009 havia caído na fase de grupos em 2017-18.

Com a bola rolando nesta terça, o PSG controlou a bola e esteve melhor na primeira etapa, criando as melhores chances. Além de duas bolas na trave de Neymar, foram dois gols marcados aproveitando-se de uma falha de marcação e de uma saída errada do goleiro Gulácsi.

Na volta do intervalo, a equipe de Thomas Tuchel aproveitou-se de um novo erro adversário para fazer o terceiro e fechar a conta. O time ainda manteve total controle do confronto até o apito final.

Ficha técnica

RB Leipzig 0 x 3 Paris Saint-Germain

GOLS: Marquinhos, Di María e JUan Bernat (PSG)

RB LEIPZIG: Gulácsi; Mukiele, Upamecano e Klostermann (Orbán); Laimer (Halstenberg), Kampl (Adams), Sabitzer e Angeliño; Olmo (Schick), Poulsen e Nkunku (Forsberg). Técnico: Julian Nagelsmann

PSG: Sergio Rico; Kehrer, Thiago Silva, Kimpembe e Bernat; Herrera (Draxler), Marquinhos e Paredes (Verratti); Di María (Sarabia), Mbappé (Choupo-Moting) e Neymar. Técnico: Thomas Tuchel


Estatísticas

Foi o gol de Marquinhos em 36 jogos na temporada, sendo o na Champions.

Foi apenas o gol de bola parada do PSG na atual Champions.

Primeira vez que Marquinhos faz gols em jogos seguidos desde abril-maio de 2017.

Neymar já acertou a trave 3 vezes na Champions 2019-20, mais do que qualquer outro jogador nesta edição.

Neymar tem 4 gols e 4 assistências em seus últimos 8 jogos de semifinal.

Nas últimas 10 edições de Champions, Di María e Neymar têm 26 e 24 assistências, respectivamente. Cristiano Ronaldo (28) é o líder - Messi possui 26.

O PSG teve 69,5% de posse de bola no 1º tempo.

14 x 14 nas finalizações; 9 x 3 para o PSG nas finalizações no alvo.

3 a 0 foi a maior vitória de um time francês sobre um alemão em mata-matas de Champions


Duas traves de Neymar e dois gols do PSG

Com 7min, o PSG já teve uma bola na trave e um gol anulado. Primeiramente, Neymar ficou cara a cara com o goleiro após bom passe de Mbappé e acertou o poste. Pouco depois, Gulácsi acertou a mão de Neymar em chutão, e a bola sobrou para Mbappé mandar à rede, mas o lance não valeu por conta do toque no braço do brasileiro.

Aos 13min, o time francês abriu o placar. Di María cobrou falta da esquerda com perfeição, e Marquinhos cabeceou para o fundo do alvo. Quatro minutos depois, Mbappé recebeu dentro da área e parou em boa defesa de Gulácsi.

O Leipzig respondeu aos 25min, com uma conclusão com perigo de Poulsen após bom lance de Laimer. Dez minutos mais tarde, Neymar surpreendeu o goleiro Gulácsi com uma falta lateral direta ao gol e acertou a trave.

Aos 42min, a vantagem foi ampliada. Após saída errada do goleiro Gulácsi, Neymar foi acionado na área e deu uma bela ajeitada de letra para Di María mandar para a rede.


PSG na final

Na volta do intervalo, Nagelsmann mandou Forsberg e Schick a campo, o Leipzig até tentou ir para cima, mas levou o terceiro aos 11min. Mukiele escorregou e viu a bola sobrar para Di María, que levantou para Juan Bernat completar para a rede.

Na sequência do confronto, a equipe de Thomas Tuchel seguiu no controle da partida e ainda criou chances de ampliar a vantagem. Assim, o time francês não teve grande trabalho para administrar o resultado e chegar à final da Champions pela primeira vez em seus 50 anos de história.