Em live com o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras, a dona da Crefisa e conselheira da equipe alviverde, Leila Pereira, contou bastidores do acerto entre sua empresa e o Verdão, ainda no início de 2015.
Ao comentar os bastidores da história, porém, Leila criou polêmica ao falar que o Alviverde "caiu" no Campeonato Brasileiro de 2014, sendo salvo pelo rival Santos na rodada final.
"O que me interessa sempre é vencer. Eu entro para ganhar. Foi isso que me movimentou quando nós (da Crefisa), em 2015, começamos essa parceria com o Palmeiras. O Palmeiras vinha em uma situação calamitosa. Todos nós, palmeirenses, sabemos disso. A nossa grande emoção era quando o Palmeiras conseguia se safar e não caía. Tanto é que, em 2014, o Palmeiras quase caiu. Aliás, ele caiu, quem salvou o Palmeiras foi o Santos, todo mundo sabe disso", afirmou.
"Então, foi nesse momento que eu fui ao Palmeiras e começamos esse relacionamento: 17 de janeiro de 2015, um sábado. O Palmeiras naquela situação horrorosa... Foi nessa situação que eu entrei no Palmeiras. Não é que o Palmeiras estava nadando de braçada! O Palmeiras estava há dois anos sem patrocinador. Falei para o meu marido, que tinha saído de uma situação complicada de saúde: 'Beto, vamos patrocinar o Palmeiras!'. Falei para ele que o Palmeiras nos deu tantas alegrias, e agora está nessa situação horrorosa. 'Tenho certeza que a gente pode ajudar o Palmeiras'", lembrou.
A história de como o acerto aconteceu, aliás, é surreal.
Telefone no Google
Segundo Leila Pereira, dinheiro é muito necessário para ter um time forte, e por isso ela foi atrás do Verdão.
Para conseguir marcar uma reunião com o então presidente palestrino, Paulo Nobre, a empresária recorrer ao... Google!
"Futebol é investimento. As pessoas dizem que o dinheiro não é importante, mas é importante, sim! Em qualquer aspecto da vida das pessoas. Dinheiro traz saúde, boa educação, moradia, é muito importante. E futebol é caro. Tem que ter investimento se você quiser ter time forte, com condições de investir pesado. E, para isso, um clube precisa de um leque de receitas", salientou.
"Falei para o meu marido que ia patrocinar o Palmeiras, e ele disse que não, que a gente nunca tinha patrocinado times de futebol, que o investimento (da Crefisa) em mídia era outro... Eu falei: 'Vou ligar par ao Palmeiras'. Eu não tinha o telefone, peguei o número no Google! Liguei para o PABX do Palmeiras e falei; 'Aqui é a Leila Pereira, sou presidente da Crefisa e quero patrocinar o Palmeiras. A mulher não acreditou, bateu o telefone na minha cara (risos)", sorriu.
"Aí liguei de novo e pedi o telefone do gerente de marketing da época, um rapaz chamado Francisco. Liguei para ele no sábado de manhã e falei: 'Sou presidente da Crefisa, palmeirense, e quero conversar com o presidente para patrocinar o Palmeiras'. Depois ele até me disse que achou que fosse trote, mas, na situação que o Palmeiras estava, resolveu pagar para ver. Ligou para o presidente, me ligou de volta e marcou um encontro às 16h daquele dia, na Academia de Futebol. Fomos eu, meu marido e um advogado amigo nosso", recordou.
"Quando cheguei lá, falei que ia patrocinar o Palmeiras, que não interessava o que meu marido achava, pois a presidente da Crefisa sou eu e eu mando nisso aqui (risos). Eu não tinha noção de valor, porque nunca tivemos relacionamento com time de futebol. Conversamos com o presidente umas duas hroas, tratamos o valor de um patrocínio máster de dois anos e fechamos ali. E eu sou advogada, falei o seguinte: 'Me dá um computador aqui, vou redigir um termo de entendimento'. Eu mesmo redigi os valores, o presidente assinou, eu assinei. E ali naquele dia, 17 de janeiro de 2015, iniciou-se o maior patrocínio de todos os tempos da América do Sul", exaltou.
A empresária também admitiu que a decisão de patrocinar o Alviverde foi "passional".
"Naquele dia, tomei uma decisão sentimental. Não houve estudo de marketing, de quanto eu poderia ganhar com isso... Absolutamente nada! Foi o coração que falou naquele momento", garantiu.
