Foi em um dia 3 de agosto, como nesta segunda-feira, há três anos, que o PSG fez o que parecia impossível: pagou 222 milhões de euros (R$ 821 milhões na cotação da época) ao Barcelona e anunciou Neymar, até hoje a contratação mais cara da história do futebol.
No discurso, para o brasileiro, era a hora de voar sozinho, sem a companhia de Lionel Messi, para enfim conseguir um de seus objetivos, ser eleito o melhor jogador do mundo. Na prática, desde então, o craque soma título atrás de título na França, mas falta o maior deles.
De 2017 para cá, foram oito taças para o PSG, o mesmo número de derrotas em jogos com o camisa 10 em campo. Mas não é segredo que o “projeto Neymar”, encorpado com a chegada Kylian Mbappé, foi pensado para fazer a equipe de Paris ganhar enfim a Champions League.
O domínio local está longe de se repetir em nível europeu: nas duas últimas temporadas, queda nas oitavas de final. Em comum, o desfalque de Neymar. Em 2017/18, uma lesão no tornozelo o tirou do jogo de volta contra o Real Madrid, depois de derrota por 3 a 1 na ida; em 2018/19, problema no mesmo local o tirou do confronto com o Manchester United.
Em 2019/20, as oitavas já foram superadas, e com Neymar sendo decisivo para eliminar o Borussia Dortmund. Nas quartas, virá a Atalanta, com o brasileiro pronto. Chegou a hora?
Os três anos de Neymar no PSG
Títulos:
3 Ligue 1
2 Copa da França
2 Copa da Liga Francesa
1 Supercopa da França (sem Neymar, suspenso)
Números:
85 jogos
74 gols
40 assistências
Valeu a pena? Com a palavra, os especialistas:
Além do futebol...
Champions à parte, o PSG não contratou Neymar apenas pelo que ele oferece em campo. A ligação do clube com o Catar, país sede da Copa do Mundo de 2022, é uma via de mão dupla com o brasileiro, que oferece sua imagem e também tem seus ganhos engordados por isso.
Foi a partir de 2018, por exemplo, que Neymar passou a figurar, anualmente, entre os cinco atletas mais bem pagos do mundo no ranking da revista Forbes. O PSG, por outro lado, desde 2017, tem avançado entre os clubes mais ricos da Europa: segundo números da consultoria Deloitte, de 2017 a 2019, o clube foi de sétimo para quinto em termos de receitas.
No ano da chegada de Neymar, as receitas da equipe foram de 486 milhões de euros. Em 2018, o número subiu para 542 milhões de euros, até chegar a 636 milhões na última temporada. A maior parte desse valor, 57%, foi proveniente de acordos comerciais e patrocinadores.
Mas nem tudo que foi Neymar fora das quatro linhas foi positivo para o PSG. Também no último ano, o clube teve que lidar com uma grande crise depois que o brasileiro deixou claro que gostaria de deixar Paris, retornando ao Barcelona, numa das maiores novelas do mercado.
Neymar ficou e, diante dos impactos causados pela pandemia de COVID-19, parece “inviável”, nas palavras do presidente do Barcelona, imaginar um negócio que faça o brasileiro mudar de time na próxima temporada. A história, iniciada há três anos, continuará sendo escrita...
E se...
E se o PSG não contratasse Neymar? Apostasse em um nome mais barato? Em 2017, você se lembra quem foram os 10 atacantes mais caros na mesma janela que registrou o maior negócio da história? Veja:
