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Flamengo: MP confirma indiciamentos por homicídio culposo em incêndio no Ninho do Urubu

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou na tarde desta segunda-feira que recusou a proposta de Acordo de Não-Persecução Penal feita pelo Flamengo. Desta forma, os indiciados no incêndio do Ninho do Urubu, que resultou na morte de dez jovens em fevereiro de 2019, responderão por homicídio culposo.

Devem ser, ao todo, oito indiciados, entre eles o ex-presidente do clube Eduardo Bandeira de Mello.

Para o MP, "não há, por ora, como afirmar a ocorrência de dolo eventual no resultado morte", mas "não restam dúvidas, diante das provas produzidas em sede policial, que uma série de condutas imprudentes e negligentes, por ação e omissão, em tese praticadas pelos indiciados, de fato concorreram de forma eficaz para a ocorrência do incêndio".

Por fim, o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) afirmou que o Flamengo vem "permanentemente procurando mitigar pagamentos de indenizações às famílias das vítimas do incêndio, aumentando o desespero das mesmas, numa nítida tentativa de não sofrer qualquer prejuízo econômico decorrente do grave fato a que o próprio clube deu causa".

Até o momento, o Flamengo não se manifestou sobre o caso.