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Campeões da Copa de 1970 recebem réplica da Jules Rimet em homenagem da CBF

O ex-volante Clodoaldo recebeu uma ligação misteriosa dias atrás, dizendo para estar preparado que um presente chegaria para ele pelo correio. Um presente pesado. Mal podia imaginar que o peso se referia não somente ao objeto, mas também à sua importância: uma réplica da taça Jules Rimet.

O envio foi da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por meio de seu presidente, Rogério Cabloco, e do secretário da entidade, Walter Feldman. Uma 'lembrança' no aniversário de 50 anos da conquista da Copa do Mundo de 1970.

“É linda, muito linda. Eles estão de parabéns pela iniciativa, tanto o presidente, como o Walter Feldman”, disse Clodoaldo à ESPN.

O volante tinha 20 anos quando foi campeão. Era titular em um time com Gérson, Rivellino, Jairzinho, Pelé e Tostão. Jogou os seis jogos e ainda marcou um gol, ao empatar a partida contra o Uruguai na semifinal. O Brasil venceria por 3 a 1.

A campanha da seleção foi perfeita. Foram seis jogos e seis vitórias. Na final, goleada sobre a Itália por 4 a 1, em 21 de junho, no estádio Azteca, na Cidade do México.

A entidade programou enviar para todos os campeões uma réplica da taça. O ex-ponta esquerda Paulo Cézar Caju, reserva na maior parte do Mundial, já recebeu a sua.

A taça Jules Rimet original já não existe mais. Foi roubada do Museu da CBF, no prédio ocupado pela entidade no centro do Rio de Janeiro, no final de 1983 e provavelmente derretida. A confederação tinha uma réplica na época, que ficava guardada em um cofre mais protegido do que o local onde estava a original, de 1930.

Pelé já tem uma taça Jules Rimet especial. Foi entregue a ele pela Fifa após o Mundial de 1970, uma vez que ele se tornou (e é ainda hoje) o único jogador tricampeão de Copas. O objeto está no Museu dele, em Santos.