México 1970: conheça os 22 heróis na conquista do tri da Copa do Mundo

Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson e Rivellino; Jairzinho, Pelé e Tostão. Técnico: Mario Jorge Lobo Zagallo.

Com estes 11 jogadores como base, o Brasil conquistou a Copa do Mundo em 1970, no México, há exatos 50 anos. Conquistou também o inédito tricampeonato, a posse definitiva da taça Jules Rimet, e coração e mentes de torcedores ao redor do planeta, em cores ou preto-e-branco.

Zagallo convocou 22 jogadores, mantendo a base de João Saldanha, mas fazendo alterações certeiras, especialmente no time titular. Equipes de São Paulo e Rio formavam a maioria dos eleitos, com 17 no total: 11 paulistas e 6 cariocas; 4 atletas de clubes mineiros e 1 gaúcho completavam a lista.

A base do time que venceu os seis jogos que disputou no México era o Santos, com cinco escolhidos, três deles titulares: Carlos Alberto, Clodoaldo, Pelé, Joel Camargo e Edu. Cruzeiro (três, Piazza, Tostão e Fontana) e Botafogo (três, Jairzinho, Roberto e Paulo Cezar) eram as outras equipes com mais convocados.

Três times cederam dois jogadores cada para o Mundial: Corinthians (Rivellino e Ado), Fluminense (Félix e Marco Antônio) e Palmeiras (Baldocchi e Leão). Dario (Atlético-MG), Brito (Flamengo), Everaldo (Grêmio), Zé Maria (Portuguesa) e Gérson (São Paulo) completavam aquele esquadrão.

Há 50 anos, esses jogadores conquistaram o planeta e mudaram o futebol mundial. Alguns são conhecidos em todos os cantos, como Pelé, ícone da cultura universal. Mas você conhece todos eles? Sabe como foi o desempenho no México?

Veja abaixo um perfil dos 22 eleitos por Zagallo na conquista do histórico e então inédito tricampeonato mundial:

1 – Félix

Nome completo: FÉLIX Miélli Venerando

Posição: Goleiro

Data de nascimento: 24/12/1937

Idade na Copa: 32 anos

Clube: Fluminense

Na Copa: 6 jogos, 7 gols sofridos

Chegou a ser criticado por falhar nas saídas de gol, mas a elasticidade, a boa colocação e o sangue frio nos momentos decisivos o colocam entre os grandes goleiros da história do Brasil. O apelido de "Papel" prova isso: magro, diziam que parecia uma folha de papel no ar ao voar para suas defesas sensacionais. Mais velho do elenco, com 32 anos, foi titular em todos os jogos na campanha do tri, usando luvas apenas na final: as que ele levou estavam muito desgastadas, e as encontradas no México não cabiam em suas mãos. O jeito foi encomendar, mas o acessório só chegou a tempo da decisão. Félix era um dos pontos de equilíbrio do grupo, graças ao bom relacionamento com os demais jogadores.

Morte: 24/08/2012, aos 74 anos, de enfisema pulmonar


2 – Brito

Nome completo: Hércules BRITO Ruas

Posição: Zagueiro

Data de nascimento: 09/08/1939

Idade na Copa: 30 anos

Clube: Flamengo

Na Copa: 6 jogos

Havia disputado a Copa de 1966, na Inglaterra, e permaneceu no grupo para o Mundial no México. A garra, a seriedade e a grande impulsão eram seus pontos fortes. Um dos exemplos de "zagueiro zagueiro", sem gracinhas em campo. A força física foi fundamental na vitoriosa campanha do tri: foi eleito o atleta mais bem preparado fisicamente do Mundial pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que testou todos os atletas da competição.


3 – Piazza

Nome completo: Wilson da Silva PIAZZA

Posição: Zagueiro / Meio-campista

Data de nascimento: 25/02/1944

Idade na Copa: 26 anos

Clube: Cruzeiro

Na Copa: 6 jogos

Um dos maiores jogadores da história do Cruzeiro, capitão do clube mineiro por 10 anos. Versátil, atuava como volante – com João Saldanha, era titular no meio-campo –, mas foi improvisado como zagueiro por Zagallo no último amistoso antes da Copa, contra a Áustria, e não saiu mais do time. Voltou ao meio-campo contra a Romênia, já que Gerson, lesionado, ficou fora. Se tornou um dos pontos de equilíbrio do sistema defensivo do Brasil tricampeão.


4 – Carlos Alberto

Nome completo: CARLOS ALBERTO Torres

Posição: Lateral-direito / Zagueiro

Data de nascimento: 17/07/1944

Idade na Copa: 25 anos

Clube: Santos

Na Copa: 6 jogos, 1 gol, 1 cartão amarelo

É um dos melhores laterais-direitos da história, não apenas pela qualidade técnica, mas pela facilidade em defender e atacar. O porte físico também ajudava, e muito, tanto nos desarmes, como no apoio. Titular absoluto no México, o capitão da seleção se eternizou em dois momentos: ao marcar o quarto e último gol na final contra a Itália, um dos lances mais belos das Copas, e ao levantar a taça Jules Rimet. Foi o mais jovem capitão a levantar o troféu de campeão do mundo.

Morte: 25/10/2016, aos 72 anos, de infarto


5 – Clodoaldo

Nome completo: CLODOALDO Tavares de Santana

Posição: Meio-campista

Data de nascimento: 26/09/1949

Idade na Copa: 20 anos

Clube: Santos

Na Copa: 6 jogos, 1 gol

Personalidade. Esta é a melhor característica do volante de bom passe, poder de marcação e muito fôlego nos dois lados do campo. Não se intimidou ao substituir o lendário Zito no meio-campo do Santos e, com apenas 20 anos, um dos mais jovens do elenco, foi titular nos seis jogos na campanha do tri. Fez o gol de empate contra o Uruguai, no fim do primeiro tempo, dando início à virada; foi seu único tento com a seleção. Na obra-prima de Carlos Alberto, o quarto gol do Brasil na final contra a Itália, é de Clodoaldo um dos momentos mais marcantes, quando dribla quatro rivais.


6 – Marco Antônio

Nome completo: MARCO ANTÔNIO Feliciano

Posição: Lateral-esquerdo

Data de nascimento: 06/02/1951

Idade na Copa: 19 anos

Clube: Fluminense

Na Copa: 2 jogos

Lateral de muita técnica e vocação ofensiva, surgiu como uma espécie de novo Nilton Santos. A profecia não se confirmou, mas sempre foi um grande jogador e colecionou títulos na carreira. Titular com João Saldanha, virou reserva com Zagallo: perdeu a vaga para Everaldo na Copa, mas entrou em campo contra Romênia (aos 15min do segundo tempo, vitória por 3 a 2) e Peru (titular nos 4 a 2 nas quartas de final).


7 – Jairzinho

Nome completo: Jair Ventura Filho

Posição: Atacante

Data de nascimento: 25/12/1944

Idade na Copa: 25 anos

Clube: Botafogo

Na Copa: 6 jogos, 7 gols

Um dos grandes atacantes da história, se tornou o primeiro e único jogador a fazer gols em todos os jogos no México, com 7 gols em 6 partidas. Mesmo assim, foi vice-artilheiro no Mundial, atrás do alemão Gerd Muller, com incríveis 10 gols. A atuação devastadora para as defesas adversárias fez com que recebesse o apelido de "Furacão da Copa". Remanescente de 1966, disputou também a Copa de 1974, quando marcou 2 gols: no total, são 9 gols em Mundiais, ao lado de Vavá, o terceiro maior artilheiro da seleção brasileira na competição, atrás apenas de Pelé (12) e Ronaldo Fenômeno (15).


8 – Gérson

Nome completo: GÉRSON de Oliveira Nunes

Posição: Meio-campista

Data de nascimento: 11/01/1941

Idade na Copa: 29 anos

Clube: São Paulo

Na Copa: 4 jogos, 1 gol, 1 cartão amarelo

O poder de organização e a precisão nos passes, de 2 ou 40 metros, fez com que Gérson entrasse para a história como um dos maiores meio-campistas do futebol. No México, o "Canhotinha de Ouro" não atuou contra Inglaterra e Romênia, na primeira fase, por lesão. Voltou nas quartas de final, contra o Peru, e anotou um golaço na decisão contra a Itália, o segundo do Brasil, em um tiro perfeito de fora da área. No elenco, o apelido era outro: Papagaio, já que falava o jogo inteiro. Craque, considerado por muitos o melhor jogador da seleção tricampeã.


9 – Tostão

Nome completo: Eduardo Gonçalves de Andrade

Posição: Atacante

Data de nascimento: 25/01/1947

Idade na Copa: 23 anos

Clube: Cruzeiro

Na Copa: 6 jogos, 2 gols, 1 cartão amarelo

Artilheiro nas eliminatórias para a Copa (10 gols), levou uma bolada no olho esquerdo em 24 de setembro de 1969, em um Corinthians x Cruzeiro. No lance, o zagueiro Ditão foi afastar e acertou em cheio o maior jogador da história cruzeirense. Tostão sofreu deslocamento da retina e foi operado nos EUA, voltando para o Mundial. Zagallo não queria escalá-lo ao lado de Pelé (Rogério era o escolhido), mas acabou cedendo, e o craque foi genial na campanha, sendo aclamado, por muitos, como o melhor da Copa. Craque. Entre muitos lances sensacionais, fica a "fila" que ele fez nos defensores ingleses – com uma "caneta" no lendário Bobby Moore – antes de cruzar nos pés de Pelé, que rolou para Jairzinho fazer o gol da vitória.


10 – Pelé

Nome completo: Edson Arantes do Nascimento

Posição: Atacante

Data de nascimento: 23/10/1940

Idade na Copa: 29 anos

Clube: Santos

Na Copa: 6 jogos, 4 gols

O "Rei do Futebol", gênio, craque, o maior de todos. Pelé chegou ao México um tanto desacreditado pela torcida, estaria "acabado" para o futebol depois da Copa de 1966. Aos 29 anos, teria capacidade física e técnica de retomar o melhor futebol? O que se viu em campo foram apresentações eternizadas como a melhor junção entre futebol e arte. Até hoje é reverenciado em terras mexicanas. Mais do que isso, deixou de ser "apenas" o único jogador na história – até hoje – a conquistar três Copas, para se tornar uma figura conhecida em todo o planeta, goste ou não de futebol, um ícone cultural do século 20 (e 21 também). Eterno.


11 – Rivellino

Nome completo: Roberto RIVELLINO

Posição: Meio-campista / Atacante

Data de nascimento: 1º/01/1946

Idade na Copa: 24 anos

Clube: Corinthians

Na Copa: 5 jogos, 3 gols, 1 cartão amarelo

O chute arrasador de perna esquerda fez com que Rivellino ganhasse o apelido de "Patada Atômica" pela imprensa e torcida mexicanas. Mas o craque canhoto era mais que isso: voltava para formar o meio-campo, tinha enorme habilidade nos dribles curtos e nos lançamentos e, claro, sabia fazer gols. Foram três no Mundial. Assim que acabou a final contra a Itália, desmaiou, um misto de emoção e cansaço pela conquista. E quase perdeu o bigode que deixou crescer no México: o elenco queria raspar, mas o casamento marcado para a volta ao Brasil fez com que a marca registrada permanecesse.


12 – Ado

Nome completo: Eduardo Roberto Stinghen

Posição: Goleiro

Data de nascimento: 04/07/1946

Idade na Copa: 23 anos

Clube: Corinthians

Na Copa: não atuou

Encantou João Saldanha quando ainda atuava no Londrina e chegou ao Corinthians um ano antes da Copa. Zagallo manteve o jovem arqueiro no elenco tricampeão. Oscilou durante a carreira até a aposentadoria, em 1982.


13 – Roberto

Nome completo: ROBERTO Lopes de Miranda

Posição: Atacante

Data de nascimento: 31/07/1944

Idade na Copa: 25 anos

Clube: Botafogo

Na Copa: 2 jogos

Rápido e oportunista, não tinha muita habilidade, mas primava pela raça e pela facilidade em fazer gols. Assim, marcou época no Botafogo. Na Copa, o centroavante, que atuava mais perto da área, entrou em campo no lugar justamente de Tostão contra Inglaterra, na primeira fase, e Peru, nas oitavas de final.


14 – Baldocchi

Nome completo: José Guilherme BALDOCCHI

Posição: Zagueiro

Data de nascimento: 14/03/1946

Idade na Copa: 24 anos

Clube: Palmeiras

Na Copa: não atuou

O posicionamento era o seu ponto forte. Sem grandes qualidades técnicas, era firme nos desarmes e rebatidas. Não foi utilizado no México.


15 – Fontana

Nome completo: José de Anchieta FONTANA

Posição: Zagueiro

Data de nascimento: 31/12/1940

Idade na Copa: 29 anos

Clube: Cruzeiro

Na Copa: 1 jogo

Alto, forte, muito raçudo, era outro exemplo de zagueiro que não brincava em serviço. Por outro lado, era muito técnico e não gostava de dar "bico" na bola. A lesão de Gérson fez com que fosse titular contra a Romênia, com Piazza atuando no meio-campo, formando dupla de zaga com Brito, seu parceiro de Vasco e Cruzeiro. Se aposentou cedo, aos 32 anos, em 1972, cansado das viagens e das rotinas de concentrações.

Morte: 09/09/1980, aos 39 anos, de infarto, após disputar uma pelada entre amigos


16 – Everaldo

Nome completo: EVERALDO Marques da Silva

Posição: Lateral-esquerdo

Data de nascimento: 11/09/1944

Idade na Copa: 25 anos

Clube: Grêmio

Na Copa: 5 jogos

Era um lateral que primava pela defesa, com raras subidas ao ataque. Jogava simples, sem firulas. Reserva do ofensivo Marco Antônio nas eliminatórias, ganhou a posição com Zagallo e foi titular em cinco dos seis jogos do Brasil na Copa, ficando fora apenas do duelo contra o Peru, nas quartas de final. É ele quem rouba a bola e inicia o lance magistral que culminou no gol de Carlos Alberto Torres, o quarto na goleada sobre a Itália na decisão. Foi o primeiro jogador do Grêmio a se sagrar campeão mundial e, por isso, foi homenageado com uma estrela dourada no escudo do clube.

Morte: 28/10/1974, aos 30 anos, em um acidente automobilístico


17 – Joel Camargo

Nome completo: JOEL CAMARGO

Posição: Zagueiro

Data de nascimento: 18/09/1946

Idade na Copa: 23 anos

Clube: Santos

Na Copa: não atuou

Zagueiro de rara habilidade, sabia jogar bonito, mas também usava sua força física quando necessário. Não entrou em campo na Copa.

Morte: 23/05/2014, aos 67 anos, de insuficiência renal


18 – Paulo Cezar

Nome completo: PAULO CEZAR Lima

Posição: Meio-campista / Atacante

Data de nascimento: 16/06/1949

Idade na Copa: 20 anos

Clube: Botafogo

Na Copa: 4 jogos

Muito acima da média. Além da técnica e da habilidade, sabia armar as jogadas de ataque como poucos e ainda tinha facilidade – e força – para fazer gols com a perna direita. Um jogador completo. Foram quatro jogos no México, contra Tchecoslováquia (entrando na vaga de Gérson no segundo tempo), Inglaterra e Romênia (ambos como titular). Substituiu Jairzinho nas quartas de final contra o Peru. Faltou um gol para coroar suas boas atuações na Copa.


19 – Edu

Nome completo: Jonas Eduardo Américo

Posição: Atacante

Data de nascimento: 06/08/1949

Idade na Copa: 20 anos

Clube: Santos

Na Copa: 1 jogo

É, até hoje, o jogador mais jovem a ser convocado para uma Copa do Mundo, em 1966, com apenas 16 anos e 339 dias. Em 1970, voltou ao Mundial, dessa vez entrando em campo, substituindo Clodoaldo e atuando por 16 minutos na vitória por 3 a 2 sobre a Romênia na primeira fase. Habilidoso, driblador, defendeu o Santos por 10 anos.


20 – Dario

Nome completo: DARIO José dos Santos (DADÁ MARAVILHA)

Posição: Atacante

Data de nascimento: 04/03/1946

Idade na Copa: 24 anos

Clube: Atlético-MG

Na Copa: não atuou

Começou no futebol aos 20 anos e tinha pouca habilidade, mas compensava a deficiência técnica com muita raça, velocidade e uma rara facilidade de empurrar a bola para as redes. O presidente da República na época, Emílio Garrastazu Médici, era fã do seu futebol. Não jogou no México. Além dos gols, se eternizou pelo riso fácil e pelas frases de efeito, sempre com bom humor, como "Não existe gol feio. Feio é não fazer gol."


21 – Zé Maria

Nome completo: José Maria Rodrigues Alves

Posição: Lateral-direito

Data de nascimento: 18/05/1949

Idade na Copa: 21 anos

Clube: Portuguesa

Na Copa: não atuou

O apelido de "Super Zé" surgiu graças à sua força e excelente forma física. Sua entrega em campo cativava os torcedores. Por isso, é apontado como um dos maiores laterais-direitos da história da Portuguesa e do Corinthians. Não jogou no México.


22 – Leão

Nome completo: Emerson LEÃO

Posição: Goleiro

Data de nascimento: 11/07/1949

Idade na Copa: 20 anos

Clube: Palmeiras

Na Copa: não atuou

Com uma carreira de sucesso, se tornaria um dos grandes goleiros da história do futebol brasileiro. Além das qualidades em campo, a personalidade forte marcou a trajetória do arqueiro. Jovem, de apenas 20 anos, foi o último a ser convocado por Zagallo para a Copa. Rogério, então titular, se lesionou, e o goleiro, que havia sido cortado pouco antes, acabou convocado. Não entrou em campo no México, mas disputaria os Mundiais de 1974 e 1978, ambos como titular, e 1986, novamente no banco.


Técnico – Zagallo

Nome completo: Mário Jorge Lobo ZAGALLO

Data de nascimento: 09/08/1931

Idade na Copa: 38 anos

A demissão de João Saldanha foi em 16 de março de 1970, 78 dias antes da estreia na Copa. No mesmo dia, a CBD, do presidente João Havelange, entrevistou Otto Glória, que levara Portugal ao terceiro lugar em 1966, e Dino Sani, campeão mundial em 1958 e então à frente do Corinthians: ambos declinaram. O diretor de futebol da entidade, Antonio do Passo, e o médico Admildo Chirol se encontraram com Zagallo no Opalla do treinador, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. 20 minutos de papo depois, a seleção tinha um novo técnico.

Muito se fala que aquele era o "time de Saldanha". Sim, a base era a mesma, mas os jogadores são unânimes em apontar como Zagallo mudou o esquema tático, recuou Piazza para a zaga, escalou Everaldo na lateral, trouxe Rivellino para o meio-campo, achou espaço para Gérson e Jairzinho e ainda descobriu uma maneira de Pelé e Tostão atuarem lado a lado.

As glórias no futebol são enormes. Foi bicampeão mundial como jogador, nas Copas de 1958 e 1962, e como técnico, em 1970. Foi, ainda, coordenador técnico na campanha do tetra, em 1994, e voltou a comandar a seleção em 1998. A frase "Vocês vão ter que me engolir!", após o título da Copa América, em 1997, entrou para a história. Bem como sua predileção pelo número 13. Por exemplo, México 70: 6 letras do nome do país + 7 + 0 = 13. "Zagallo Eterno" também tem 13 letras.