Ivan Rakitic, que saiu do banco no segundo tempo de Mallorca x Barcelona, que marcou o retorno dos catalães em LaLiga, se tornou o quarto futebolista estrangeiro da história blaugrana a alcançar a marca de 300 partidas oficiais, atrás apenas do incansável Lionel Messi (que somou 719), de Daniel Alves (391) e de Javier Mascherano (334).
A regularidade do meio-campista croata se mostra nas excepcionais estatísticas. Suas primeiras quatro temporadas no Barcelona foram concluídas com mais de 50 partidas, e na atual, apesar de ter perdido a condição de titular, já participou de 32 compromissos, chegando aos 299 jogos antes da partida em Son Moix.
O meia croata - comprado do Sevilla em 2014 e que atravessa um momento delicado no clube, aparecendo em todas as listas de jogadores cotados para deixar o elenco - mantém, apesar desta circunstância, um protagonismo indiscutível na equipe, sendo um dos jogadores mais utilizados por Quique Setién (participou de 13 encontros dirigidos pelo treinador, sendo titular em sete).
Um ano depois de que esteve próximo de juntar-se ao PSG, no verão europeu de 2018, o papel de Rakitic no time perdeu seu status, o que piorou com a chegada de Frenkie de Jong no começo da temporada, de forma que Ernesto Valverde chegou a insinuar que o croata não teria os minutos dos anos anteriores.
Assim, sua condição de titular nos primeiros anos de Valverde desapareceu absolutamente, fora do 11 inicial até a quinta partida de LaLiga, depois permaneceu no banco em dois jogos consecutivos e não voltou à titularidade até 27 de novembro, quando enfrentou o Borussia Dortmund, após 11 jogos em que somou apenas 135 minutos em sete aparições, com mais duas ocasiões no banco e duas fora da convocação.
Apesar de que no final de 2019 chegou a emendar seis jogos como titular, o nome de Rakitic, que ainda tem mais um ano de contrato, já estava entre os destacados como transferíveis na época do Natal. Com a chegada de Setién, seu papel mudou, somando 590 minutos de jogo ao longo de doze partidas, mas o clube ainda quer vendê-lo ou, possivelmente, incluí-lo em alguma operação de mercado, algo que o jogador não contempla.
A importância de Rakitic na história do Barça se demonstra justamente no fato de ser o terceiro estrangeiro com mais partidas, em uma lista onde lendas como Schuster (238), Rivaldo (235), Rafa Márquez (242), Figo (249), Laudrup (217), Ronaldinho (207) e Eto’o (199) estão fora do top 10, onde, em pouco tempo, deve ser visto o nome de Ter Stegen, que tem futuro muito mais claro no clube do que o croata.
