<
>

Ídolo argentino conta como Boca se motivou para final contra o Palmeiras há 20 anos: 'Nos davam como mortos'

O ex-zagueiro Walter Samuel tem vivido dias nostálgicos nessa semana, relembrando a caminhada do Boca Juniors até o título da Copa Libertadores de 2000 contra o Palmeiras. No próximo dia 21, a equipe argentina vai celebrar 20 anos da conquista. Ao diário “Olé”, disse que a motivação para ganhar a taça no Morumbi veio do comportamento rival.

“Eles estavam muito confiantes porque jogavam diante do seu público, e [o técnico] Carlos [Bianchi] novamente nos ajudou muito no nível de motivação”, disse Samuel, ídolo do clube boquense.

“Ele nos mostrou declarações dos jogadores, que se sentiam vencedores e nos deram como mortos. Ele nos fez ver que estávamos disputando uma final e poderíamos ser campeões”, completou.

Boca e Palmeiras empataram o primeiro jogo decisivo por 2 a 2, na Bombonera, em Buenos Aires, numa partida em que a arbitragem prejudicou o time alviverde.

Na volta, a equipe paulista atuou no Morumbi, em busca do bicampeonato. O jogo foi duro e terminou sem gols. Assim, a decisão da taça foi para os pênaltis. O estádio ficou em silêncio. Os jogadores do Boca comemoraram, como se tivessem vencido.

O Palmeiras iniciou as cobranças. Alex e Rogério converterem a primeira e quarta cobrança para o time. Mas Asprilla e Roque Júnior pararam em defesas do goleiro colombiano Córdoba no segundo e terceiro tiro, respectivamente.

Guillermo Schelotto, Riquelme, Palermo e Bermúdez fizeram para o Boca, que venceu por 4 a 2, sem precisar executar a quinta cobrançan, obtendo a terceira taça da Copa Libertadores para o clube, depois de um jejum de 22 anos.

Apesar do vice, os palmeirenses guardam boas lembranças da Copa Libertadores de 2000 porque durante a caminhada até a final eliminaram o Corinthians na semifinal, também numa disputa por pênaltis, no Morumbi.