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Rexach ajudou a contratar Messi no Barcelona, mas garante: 'Ninguém me assombrou como Romário'

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Em entrevista ao jornal El País, o ex-jogador e técnico Carles Rexach, que foi braço direito de Johan Cruyff no "Dream Team" do Barcelona do início dos anos 90, revelou que Romário foi o jogador que "mais o assombrou" na vida.

Rexach, que também foi ídolo do Barça como atleta entre 1965 e 1981, foi um dos dirigentes que ajudaram a contratar Lionel Messi para os blaugranas, quando ele ainda era adolescente. No entanto, o "Baixinho" segue sendo seu favorito de todos os tempos.

A lenda culé lembrou que, quando foi contratado do PSV Eindhoven, em 1993/94, Romário chegou prometendo que faria 30 gols na temporada. Como de hábito, cumpriu: foram 32 tentos, com o brasileiro sendo decisivo para a conquista de LaLiga naquele ano.

"Eu nunca havia visto um futebolista como Romário", lembrou Rexach, que era auxiliar de Cruyff no comando do Barça.

"Naturalmente, Cruyff me impressionou já em sua estreia (como jogador do Barcelona) contra o Granada, em 1973. A diferença é que eu já sabia como ele 'voava' desde sua explosão no Ajax. Também havia outros gênios que me entusiasmavam, como George Best, que era rápido, driblador, hábil... Vi grandes figuras durante minha carreira. Mas ninguém, sem qualquer exceção, me assombrou tanto em seu auge como Romário", salientou.

O ex-atacante catalão também lembrou como convenceu a diretoria do Barcelona a contratar o "Baixinho".

"Lembro que estávamos em pré-temporada com o Barça e vimos um amistoso do PSV. Eu fiquei surpreso com a rapidez, a mudança de ritmo e a facilidade que aquele brasileiro tinha para fazer gols. Ele deu um recital nesse dia. Lembro que disse a Johan: 'Se a gente contratar esse cara, vamos ganhar tudo!'", recordou.

"Romário ia de 0 a 100 km/h em apenas quatro ou cinco metros. Eu nunca havia visto isso em qualquer velocista, nem mesmo em Cruyff. E, claro, depois disso, contratamos Romário", exaltou.

Rexach também destacou a facilidade que Romário tinha para driblar e se livrar de seus marcadores.

"Ele tinha total aceleração e velocidade de execução. E fazia tudo 'parado'. Eu ficava emocionado em ver uma coisa inédita: ele se desmarcava caminhando", explicou.

"Romário não precisava correr, apenas se preparar para arrancar e fintar os que estivessem à sua frente na zona de definição", arescentou.

"A chave de tudo era a forma como ele se posicionava. Era muito hábil para se orientar e se colocar em campo, tomar as referências, medir as distâncias... Tinha sempre o gol à sua vista", complementou.

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Por fim, Rexach recordou que tinha boa relação com o brasileiro, e que o "Baixinho" detestava levar broncas, apesar de muitas vezes "aprontar" fora de campo.

"Eu tinha bom relacionamento com Romário. Mas ele não gostava que ninguém o recriminasse. Muito menos que o castigassem ou o ofendessem. Pelo contrário: ele sempre gostou de ser mimado nos momentos delicados, e não recriminado", encerrou.