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'Parcela' de Rogério Ceni para sair, poder dos jogadores e problemas desde título: Fábio abre o jogo sobre Cruzeiro

Ídolo do Cruzeiro, Fábio comentou sobre o rebaixamento do clube à Série B do Campeonato Brasileiro em entrevista ao canal no YouTube Pilhado. De acordo com o goleiro, os problemas vinham desde 2017, ano em que o time ganhou o primeiro de dois títulos seguidos da Copa do Brasil.

“Foram prolongando situações que foram decorrentes lá da primeira conquista da Copa do Brasil, deixamos coisas que aconteceram erradas passarem porque foi campeão, e o mesmo no bicampeonato. Se acobertou muitas coisas que aconteciam naquela ocasião, mas uma conquista - infelizmente acontece muito no futebol - cobre várias situações negativas”, afirmou o jogador de 39 anos, que ainda viu uma perda do comando da diretoria. “Em algumas situações, sim”.

“Decisões têm que ser tomadas, mas quando está ganhando são amenizadas. Tem que ter comando, presidente, vice-presidente, diretor, treinador e jogadores”, disse. “Ficou muito a desejar em todos os setores”.

Fábio também comentou sobre a passagem de apenas 47 dias de Rogério Ceni como técnico do Cruzeiro.

“Isso vem antes do Rogério, começa lá em 2017. Não foi só o fato do Rogério. O fato do Rogerio também tem outras situações, porque às vezes acham que só os jogadores que fizeram isso para tirar o Rogério, mas os bastidores são muito maiores do que o torcedor entende e sabe do que é real, do que acontece. O Rogério também teve a parcela dele de erro, e futebol é assim, quando duas coisas começam a dar confronto interno, vai ter desgaste, ter dano.”

O goleiro contou também que reduziu seu salário para permanecer na equipe mineira e que seu foco sempre foi seguir no clube na temporada de 2020.

“Nunca foge da sua mente esse momento de tristeza, que o torcedor passou, que eu passei. mesmo nas férias estava com o mesmo pensamento, a mesma agonia do torcedor cruzeirense. Em nenhuma hipótese pensei em sair do Cruzeiro. Só se os próprios gestores falassem que não me queriam, essa era a única hipótese que poderia me tirar do Cruzeiro.”