A cidade de Manchester testemunha na última década uma considerável mudança no cenário do futebol local: da dominante era do United, ao abismo que o 'novo-rico' City vem abrindo dos rivais - não só na tabela, ano a ano, mas em diversas questões fora das quatro linhas.
Inspirado nas declarações de Gary Neville - ex-capitão do United que comenta essa mudança de cenário com frequência -, o jornal Daily Mail analisou o quão profundo é esse buraco entre os times, que surgiu, evidenciado dentro de campo, na injeção financeira nos Citizens e se agravou quando Sir Alex Ferguson se aposentou dos Red Devils.
Um ponto levantado rapidamente pelo jornal é a infraestrutura do Manchester City, especialmente quando se trata das categorias de base, o que além de atrair jovens de toda a Inglaterra, ainda traz filhos de lendas do próprio United, como do próprio Gary Neville e de Wayne Rooney, mesmo que ambos os garotos já tenham saído do clube azul.
Mas o United têm se empenhado a crescer nas categorias de base, e segue na caça de um diretor esportivo a nível de Txiki Begiristain (do City) em questão de recrutamento.
Um exemplo disso é a aquisição do promissor Hannibal Mejbri, de 17 anos, que veio do Monaco.
Mesmo que o United tenha no elenco nomes importantes como Rashford, McTominay e Greenwood, o City tem lucrado bastante com a venda de seus jovens, antes destes subirem ao time principal.
Gary Neville também comenta a diferença entre os estádios, afirmando que o Teatro dos Sonhos "está começando a parecer velho e precisa de investimento".
O foco dele nem é o lendário Old Trafford em si, mas os seus arredores, comentando que o time precisa investir em uma experiência realmente 'United' ali: "Deveriam estar influenciando a educação e a comunidade, deve haver entretenimento ara o público".
E o clube está trabalhando para chegar cada vez mais perto do moderníssimo Etihad Stadium, dos rivais. Com investimentos em gramado, instalações, hospitalidade e segurança.
O Daily Mail ainda afirma que o time está em constante contato com os torcedores, que querem Wi-Fi melhor, áreas sociais e espaço para as pernas nas arquibancadas.
Outro ponto tocado é uma expansão do estádio, que hoje já tem 76 mil assentos. Mesmo com todas as dificuldades, em uma fundação primeiramente levantada em 1910, a ideia não foi descartada.
